Candidato desiste de eleição para apoiar um dos favoritos no Egito

Mohammed Fawzi, do Partido Geração Democrática, se retirou da disputa e declarou apoio ao ex-secretário-geral da Liga Árabe

iG São Paulo |

O candidato à presidência do Egito pelo Partido Geração Democrática, Mohammed Fawzi, se retirou nesta quarta-feira da corrida eleitoral e anunciou seu apoio à candidatura do ex-secretário-geral da Liga Árabe Amr Moussa.

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AP
Fawzy (E) anunciou apoio a Amr Moussa (D) nesta quarta-feira no Cairo
Em entrevista ao lado de Moussa, realizada em um evento de campanha do ex-chefe da Liga Árabe, Fawzi disse ter adotado essa decisão para evitar a divisão dos votos entre vários postulantes nas eleições presidenciais, previstas para os próximos dias 23 e 24.

Fawzi, cuja candidatura registrava baixos níveis de intenções de voto, destacou que decidiu abandonar a corrida "para que governe o Egito uma pessoa que zele pelos interesses do país de maneira pactuada".

"Para mim é uma honra me unir à equipe presidencial do futuro e comunicarei esse desejo a todos os que me apoiam", declarou o político de 66 anos, que é formado em Direito, diplomado na Academia de Polícia e que já trabalhou como advogado e professor universitário.

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No sábado passado, renunciou também à corrida presidencial Abdullah al-Ashaal, candidato da legenda salafista A Autenticidade, em favor do postulante do Partido Liberdade e Justiça, Mohammed Mursi.

Com essas duas renúncias, são 11 os candidatos ao pleito presidencial. Entre os que despontam como favoritos, além de Moussa e Mursi, estão o islamita moderado Abdel Moneim Abul Futuh e Ahmed Shafiq, que foi primeiro-ministro durante o regime do presidente Hosni Mubarak .

O Ministério das Relações Exteriores do Egito informou nesta quarta-feira que, até o momento, 181.081 cidadãos egípcios residentes fora do país votaram nas embaixadas e consulados em mais de 150 países.

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A maioria dos eleitores fora do país se concentra em países do Golfo Pérsico como Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Bahrein.

*Com EFE

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