Com mediação do Irã, jornalistas turcos são soltos na Síria após 2 meses

Adem Ozkose e Hamit Coskun desapareceram no país árabe enquanto faziam documentário sobre a repressão de Damasco a levante popular

iG São Paulo |

AP
Fotos sem data mostram o repórter Adem Ozkose (E) e o cinegrafista Hamit Coskun (D), ambos turcos, que ficaram detidos na Síria por dois meses
Dois jornalistas turcos que desapareceram na Síria havia dois meses, supostamente após terem sido feitos prisioneiros pelo regime sírio, chegaram neste sábado ao Irã após deixar o país árabe, informou neste sábado o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu. A libertação dos dois ocorreu após mediação de Teerã.

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"Nossos dois jornalistas, (repórter) Adem Ozkose e (cinegrafista) Hamit Coskun, dos quais não tínhamos notícias desde que foram à Síria, estão no Irã", anunciou Davutoglu em sua conta no Twitter. Há informações de que os dois estão em bom estado de saúde.

O chefe da diplomacia turca explicou que havia falado com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, que confirmou essa informação. Davutoglu acrescentou que os dois repórteres serão acolhidos em Teerã antes de retornar à Turquia em um avião enviado pelas autoridades de seu país.

Ozkose e Coskun foram à Turquia para rodar um documentário no norte do país sobre a repressão do regime contra os manifestantes antigoverno, mas ninguém tinha notícias suas desde 10 de março, apesar de haver indícios de que seguiam com vida.

Embora não haja confirmação oficial, especulações dão conta de que milícias partidárias do governo sírio os capturaram e os entregaram às autoridades.

No início desta semana, foi emitido um vídeo que os mostrava vivos, com a informação de que estavam reclusos em instalações dos serviços secretos sírios em Damasco.

Ex-aliado de Damasco, Ancara teve de contar com a ajuda do Irã - que apoia o presidente Bashar al-Assad - para intermediar as negociações para libertar os dois turcos.

*Com EFE e BBC

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