Navios de guarda costeira e motores para caças estão previstos; transações estavam congeladas desde início de protestos contrários ao regime

Os Estados Unidos retomaram a venda de alguns armamentos para o Bahrein, mas disseram que não fornecerão ao país nenhum tipo de equipamento para controlar multidões.

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Segundo a BBC, o Departamento de Estado americano afirmou que a remessa de armamentos
vendida ajudará o Bahrein a “manter sua capacidade de defesa externa”.

Secretário de Defesa americano, Leon Panetta, chega ao Pentágono juntamente com príncipe do Bahrein
AP
Secretário de Defesa americano, Leon Panetta, chega ao Pentágono juntamente com príncipe do Bahrein
Acredita-se que uma fragata e outros navios de guarda costeira estejam entre os materiais fornecidos pelos EUA, assim como motores atualizados para caças F-16.

Segundo o Departamento de Estado americano, envios de veículos para combate terrestre e mísseis guiados não estão previstos.

O Bahrein é um aliado-chave para os EUA, que mantém no país a Quinta Frota da Marinha americana.

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A venda de armas estava congelada desde o ano passado, depois de o governo bahreinita reprimir com violência manifestações por reformas democráticas no país. Segundo a Anistia Internacional, 60 foram mortos desde o início dos protestos, em fevereiro de 2011.

Autoridades em Washington disseram que a administração Obama ainda se preocupa sobre a situação de direitos humanos no Bahrein.

Grupos de direitos humanos condenaram a postura americana de retomar o comércio de armas com o país, dizendo que não condiz com o compromisso dos EUA em relação à reforma no Bahrein.

*Com BBC

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