Sob pressão, Egito faz mudanças em governo interino

Premiê Kamal Ganzouri nomeou quatro novos ministros para as pastas de Trabalho e Imigração, Ensino Superior, Cultura e Assuntos Parlamentares

iG São Paulo |

O primeiro-ministro do Egito, Kamal Ganzouri, iniciou nesta quinta-feira a remodelação parcial do governo interino com a designação de quatro novos ministros.

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Segungo um porta-voz da Junta Militar, jurarão seus cargos ante o chefe da Junta Militar, Hussein Tantawi, os futuros ministros Mohammed Abdel Hamid al Nashar (Ensino Superior), Mohammed Saber Arab (Cultura), Omar Mohammed Mohammed Salem (Assuntos Parlamentares) e Refat Mohammed Hassan Mohammed (Trabalho e Imigração).

EFE
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Essas mudanças no gabinete ocorrem depois das últimas pressões do Parlamento contra a gestão de Ganzouri, que levaram a Junta Militar a anunciar mudanças no Executivo para aliviar a tensão política.

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A Câmara Baixa do Parlamento, dominada pelo Partido Liberdade e Justiça, do grupo Irmandade Muçulmana, suspendeu suas sessões entre o dia 29 de abril e 6 de maio como forma de pressionar o Executivo a renunciar devido à sua incapacidade de tramitar o período de transição.

Os deputados responsabilizam Ganzouri por problemas como o massacre ocorrido em fevereiro no estádio de futebol de Port Said , a recente falta de combustível que afetou o país e a atual crise econômica.

Em resposta, a Junta Militar - que ocupa o poder desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak , em fevereiro de 2011 - optou por remodelar o gabinete e manter Ganzouri em seu posto.

O presidente do Parlamento, o islamita Saad Katatni, mostrou então sua satisfação com a decisão dos dirigentes militares e chegou à conclusão de que existe um conflito entre os poderes Executivo e Legislativo que não pode ser solucionado atualmente.

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O Parlamento e outras forças pediram em reiteradas ocasiões a renúncia do gabinete, que tomou posse em dezembro do ano passado após ser designado pela Junta Militar.

A crise de governo é um dos desafios enfrentados pelo Egito, que nos próximos dias 23 e 24 vai às urnas para as eleições presidenciais, as primeiras desde a revolução que derrubou o regime de Mubarak .

*Com EFE

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