Imprensa estatal síria denuncia ataques de homens-bomba em Idlib

Segundo governo, explosões realizadas por 'terroristas armados' deixaram ao menos nove mortos e mais de cem feridos

iG São Paulo |

Dois homens-bomba detonaram explosivos perto de um complexo militar e de um hotel na cidade de Idlib, no norte da Síria, informou a TV estatal nesta segunda-feira. De acordo com o governo, os ataques deixaram ao menos nove mortos e mais de cem feridos.

Leia também: General da ONU chega à Síria para monitorar trégua de paz

AP
Imagem divulgada por agência de notícias síria mostra prédio danificado por explosão em Idlib

Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelos ataques, que o governo sírio atribuiu a “terroristas armados”, termo usado para descrever os rebeldes que lutam contra o governo do presidente Bashar Al-Assad. Ativistas da oposição acusam o regime de estar por trás desse tipo de atentado para alimentar o medo da população e associar o movimento ao terrorismo.

Imagens de televisão mostraram cenas de destruição, com prédios e carros danificados e poças de sangue pelas ruas de Idlib, um dos redutos da oposição.

De acordo com a rede estatal, militares e civis estão entre os mortos e feridos. O grupo de oposição Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede no Reino Unido, disse que as explosões deixaram mais de 20 mortos.

Os ataques acontecem no momento em que a Organização das Nações Unidas (ONU) está aumentando o número de observadores no país para monitorar um frágil plano de paz.

O chefe da missão de observadores à Síria, general Robert Mood, chegou ao país neste fim de semana e será seguido por mais 30 observadores nos próximos dias.

Mas o general Mood alertou que apenas os sírios podem conseguir a paz. "Dez observadores, 30 observadores, 300 observadores, nem mesmo mil observadores podem resolver todos os problemas", disse Mood. "Para que o plano de Kofi Annan tenha sucesso, eu peço a todos que parem com a violência e nos ajudem a manter o fim da violência armada em todas as suas formas."

Ao menos 500 pessoas morreram na Síria desde o cessar-fogo iniciado no dia 12 de abril, segundo ativistas. Governo e oposição culpam um ao outro pela violência.

Além dos ataques em Idlib, a oposição afirmou que teria havido também uma outra grande explosão perto da capital Damasco, também com vítimas, mas esta informação não foi confirmada.

A TV estatal disse que um ataque com foguetes atingiu o Banco Central da Síria, em Damasco, durante a noite, mas isso tampouco foi confirmado de forma independente.

Com AP e BBC

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