Bahrein ordena novo julgamento de manifestantes pró-democracia

Abdulhadi al-Khawaja e outros 20 homens condenados por protestos do ano passado permanecerão presos até nova decisão

iG São Paulo |

Uma corte do Bahrein ordenou nesta segunda-feira um novo julgamento para Abdulhadi al-Khawaja, preso que está em greve de fome, e outros 20 homens julgados por uma corte militar por liderarem o levante pró-democracia do ano passado.

"A corte ordena que o julgamento ocorra novamente e que as testemunhas da promotoria e da defesa sejam ouvidas mais uma vez, como se fosse um novo julgamento", relatou a BNA, agência de notícias estatal, nesta segunda-feira.

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AP
Pedestre observa imagem de Addulhadi al-Khawaja pintada em muro de Barbar, no Bahrein

O advogado de defesa Mohammed al-Jishi, que compareceu à sessão desta segunda-feira, disse que o juiz declarou que os homens não serão libertados. Grupos internacionais de direitos humanos defenderam que eles sejam soltos sem condições.

No ano passado, e contando com ajuda militar da Arábia Saudita, amonarquia sunita sufocou protestos em massa de xiitas, que compõem a maioria da população.

Acredita-se que os presos - que não participaram da sessão - estejam entre as centenas que, segundo uma comissão internacional de direitos humanos denunciou em novembro, foram torturados durante um período de lei marcial imposta para sufocar o levante.

Eles foram condenados por uma corte militar no ano passado por organizar manifestações lideradas pela maioria de muçulmanos xiitas, que ameaçaram a permanência da monarquia sunita no poder.

Khawaja, que assim como seus companheiros presos não será julgado em um tribunal civil, tem recusado comida há mais de dois meses e corre risco de morte, disse sua família.

Com Reuters

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