Governo sírio diz ter frustrado ataque rebelde pelo mar

Líbano afirma ter confiscado armas e munições destinadas a rebeldes que estavam em navio que partiu da Líbia

iG São Paulo |

Homens armados em botes inflados atacaram uma unidade militar na costa da Síria, afirmou neste sábado a imprensa estatal do país. Se confirmado, este seria o primeiro ataque rebelde pelo mar desde o início da revolta popular contra o presidente Bashar Al-Assad, há mais de um ano.

Também neste sábado, o governo do Líbano disse ter confiscado três contêineres de armamentos e munição destinados aos rebeldes. O material estava em um navio, o Lutgalla 2, que partiu da Líbia em direção ao Líbano, fazendo uma parada no Egito.

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AP
Imagem divulgada pelo governo do Líbano mostra caixas de munição supostamente destinadas aos rebeldes sírios e confiscadas em navio

De acordo com a imprensa oficial, o ataque de rebeldes pelo mar aconteceu durante a madrugada no porto de Latakia, cerca de 35 km ao sul da fronteira com a Turquia.

“Militares entraram em confronto com terroristas que estavam em botes e os forçaram a fugir”, afirmou a agência Sana, dizendo haver um número indeterminado de vítimas entre rebeldes e soldados.

Além dos choques no porto de Latakia, outros episódios violentos forma registrados na Síria neste sábado. Rebeldes e forças de segurança se enfrentaram nos arredores da capital, Damasco, e também na cidade de Aleppo.

Na sexta-feira, a TV estatal síria disse que um homem-bomba deixou dez mortos e 30 feridos nos arredores de uma mesquita no centro da capital. A explosão atingiu os fiéis na mesquita Zain al-Abideen, que estava sob forte esquema de segurança para as orações da sexta por ser muitas vezes ponto de partida de protestos anti-Assad, afirmaram ativistas da oposição. A mídia estatal disse que oficiais de segurança estavam entre os feridos.

A televisão estatal mostrou imagens de carne enegrecida e uma mão mutilada jogada em uma passagem da autoestrada enquanto soldados e policiais tentavam abrir caminho para as equipes de resgate nas ambulâncias.

No passado, rebeldes sírios acusaram o governo de fabricar ataques para alimentar o medo da população em relação ao terrorismo. As informações divulgadas pela TV estatal não podem ser checadas de forma independente por causa das restrições ao trabalho da imprensa internacional no país.

A ONU diz que a violência na Síria deixou mais de 9 mil mortos desde o início da revolta contra o regime de Assad, que já dura 13 meses. O governo sírio afirma que insurgentes mataram mais de 2,6 mil soldados e policiais.

Com Reuters e BBC

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