Síria permite entrada de observadores da ONU em Homs

Conselho de Segurança aprova ampliação da missão para 300 enviados que monitorarão cessar-fogo no país

iG São Paulo |

A Síria permitiu neste sábado a entrada dos primeiros observadores internacionais em Homs, no centro do país, para supervisionar o cessar-fogo entre as partes previsto no plano de paz do enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Patriota: Brasil poderá integrar missão de observadores na Síria

A entrada dos observadores ocorreu horas antes de uma votação no Conselho de Segurança,q ue aprovou uma missão de 300 observadores no país.

AP
Imagem de vídeo mostra ataque contra Homs, na Síria (20/4)
Apesar de o prazo para a trégua ter sido 12 de abril, tanto militantes da oposição quanto integrantes das forças sírias vêm relatando bombardeios e ataques em Homs, que não está inteiramente sob controle do Exército.

Neste sábado, o opositor Khaled Tellawi disse que "cessaram os bombardeios, embora a eletricidade e as comunicações estejam cortadas na maioria das regiões”.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou neste sábado por unanimidade uma resolução que autoriza o envio de uma missão de 300 observadores militares desarmados à Síria para comprovar que está sendo cumprido o cessar-fogo estipulado entre as partes. "A aprovação desta resolução é fundamentalmente importante para impulsionar o plano de paz de Annan", afirmou após a aprovação o embaixador da Rússia Vitaly Churkin.

O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coalizão da oposição, havia convocado os observadores a visitar "imediatamente" Homs para que parassem os "crimes do regime sanguinário”. “Os corpos dos mártires estão empilhados nas ruas do bairro de Bayada, onde a destruição é aterradora", disseram integrantes do grupo opositor.

Depois de muito hesitar, Damasco assinou o protocolo que organiza o trabalho e, em particular, a liberdade de movimento dos primeiros observadores que chegaram ao país em 15 de abril. Antes, autoridades negavam o acesso a Homs "por razões de segurança".

Brasil

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, disse que brasileiros podem vir a integrar a missão ampliada de observadores na Síria. Segundo ele, houve “sondagens” sobre essa possibilidade, mas o assunto ainda está em discussão na Organização das Nações Unidas (ONU). Patriota lembrou que um oficial brasileiro esteve em Damasco para operação prévia.

O regime e a oposição se acusam mutuamente de violar diariamente o cessar-fogo. Na sexta-feira, a violência deixou 46 mortos - 29 civis e 17 soldados -, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Segundo estimativas das Nações Unidas, a violência na Síria deixou mais de 9 mil mortos. Grupos opositores, no entanto, falam em ao menos 11 mil mortos nos últimos 13 meses, desde o início dos levantes.

*Com Reuters, EFE e AFP

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