Principais partidos da Tunísia firmam acordo sobre novo governo

Coalizão liderada pelos islâmicos escolhe os nomes para os três principais cargos estatais e promete novas eleições em um ano

iG São Paulo |

A coalizão liderada pelos islâmicos que governa a Tunísia após a primeira eleição democrática no país chegou a um acordo sobre os três principais cargos estatais e realizará novas eleições dentro de um ano, informou o principal partido da coalizão nesta segunda-feira.

Leia também: Partido islâmico é confirmado vencedor de eleição na Tunísia

AFP
Mustafa Ben Jaafar (esqurda), Moncef Marzouki e Hamadi Jbeli concedem coletiva em Túnis

Hamadi Jbeli, secretário-geral do partido islâmico Ennahda, assumirá o posto mais poderoso, o de primeiro-ministro, segundo Nourdine Bhiri, porta-voz do partido.

Moncef Marzouki, chefe do partido minoritário da coalizão Congresso para a República, terá a função de presidente, cargo em grande parte cerimonial, e Mustafa Ben Jaafar, líder do Ettakatol, terceiro parceiro na coalizão, será o presidente do Parlamento, responsável por elaborar a nova Constituição, disse Bhiri.

"Temos um acordo para organizar eleições dentro de um período que não seja superior a mais de um ano", afirmou Bhiri.

Reunidos em um hotel de Túnis, os representantes dos três partidos que venceram as eleições apresentaram e assinaram o acordo diante da imprensa, na véspera da primeira reunião da Assembleia Constituinte eleita em 23 de outubro passado.

A eleição na Tunísia aconteceu no final de outubro, dez meses depois de uma revolução que derrubou o presidente autocrático Zine al-Abidine Ben Ali e preparou terreno para os protestos da Primavera Árabe que têm reconstruído o cenário político do Oriente Médio.

O partido Ennahda foi o vencedor da votação, obtendo 89 cadeiras na assembleia composta por 217 membros, enquanto o Congresso para a República conquistou 29 assentos, e o Ettakatol, 21.

As nomeações acertadas pelos partidos requerem ainda a ratificação da própria Assembleia Constituinte. Todos os homens escolhidos têm um histórico de oposição a Ben Ali.

Com AFP, Reuters e BBC

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