Reunião da Cop-16 inicia com confusão e aplausos

Representantes dos países vão comentar rascunho final por toda a madrugada para se chegar a um possível novo acordo climático

Maria Fernanda Ziegler, enviada a Cancún |

A reunião da Conferência do Clima começou com dois minutos de aplausos à presidente da COP-16, a chanceler mexicana Patrícia Espinosa. Ao contrário do rascunho final de acordo que será comentado na noite de sexta-feira pelos mais de 190 países que integram a convenção, a chanceler conseguiu agradar a grande maioria pelo seu trabalho de coordenar as negociações nestas duas semanas de conferência, em Cancún.

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Após os aplausos, houve um pequeno tumulto, pois, alguns negociadores não conseguiram entrar no salão do plenário que estava com lotação quase total. A negociadora da Venezuela Claudia Salerno gritou por socorro ao ser barrada por policiais e a reunião só reiniciou após todos os negociadores entrarem no salão.

AFP
Fotógrafo Jorge Silva, da agência Reuters, é detido por policiais em frente ao hotel onde acontece a Cop-16
O primeiro a ter a palavra foi o negociador da Bolívia, Pablo Solon. O país, junto com os outros países do bloco Alba, havia ameaçado durante a semana não aceitar nenhum acordo em Cancún. “Bolívia não está disposta a substituir um documento que sinalize o aumento da temperatura em mais de 4°C”, disse se referindo a texto sobre o segundo período do protocolo de Kyoto.

O enviado especial americano para mudanças climáticas, Todd Stern disse no plenário que apoia o texto que “é uma boa base para avançar”.

A apreciação final do texto vai durar toda a madrugada. A expectativa e que se chegue a um consenso sobre questões como o segundo período do protocolo de Kyoto, Fundo Verde, que que prevê U$ 100 bilhões de dólares para adaptação de paises em desenvolvimento até 2020.

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