Para ficar em 2010

Vote no mais constrangedor dos dez fenômenos culturais que marcaram o ano

iG São Paulo |

Se o final de um ano é motivo para celebrar o que ocorreu de bom, também serve como momento para relembrar situações constrangedoras e fatos que não gostaríamos de rever no futuro. Assim, selecionamos dez acontecimentos que poderiam ficar em 2010 e cair no esquecimento.

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O grupo de "rock colorido" Restart
O fenômeno teen do Restart

Grupo musical formado por adolescentes com melodias simples e letras que falam de amor e solidão. Não há nada de novo nessa história. Na verdade, pode-se dizer que é um filme que torna a se repetir de tempos em tempos e, a cada reprise, ganha cores diferentes - no caso do Restart, cores bem vibrantes. Vaiados ao receber o último VMB , premiação anual da MTV Brasil, o grupo também ficou conhecido pela tristeza de seus fãs após o cancelamento de uma tarde de autógrafos em São Paulo. "É uma puta falta de sacanagem", disse uma pré-adolescente ao reclamar do ocorrido.

Jorge Rosenberg/iG
Área VIP: público dividido em apresentação
Áreas VIPs em shows

Definida por alguns como o atual câncer dos eventos musicais , a área VIP ou Premium, que consiste num espaço em frente ao palco, para aqueles que têm muito dinheiro para isso, virou mania nos grandes eventos da América do Sul, principalmente no Brasil. Esse tipo de segregação vem sendo criticada e, ao que parece, deve minguar nos próximos anos - a organização do Rock in Rio confirmou que não fará uso do espaço privilegiado, o que é um bom começo.


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O ator Thiago Lacerda em "Segurança Nacional"

Os genéricos de "Tropa de Elite"

Apesar do sucesso da sequência do primeiro "Tropa de Elite" , em 2010 dois genéricos do longa de José Padilha estrearam nas salas brasileiras, colocando galãs da TV no centro de tramas envolvendo traficantes de drogas. Tanto "Segurança Nacional" quanto "Federal" deixaram a desejar e frustraram aqueles que esperavam por um avanço no cinema nacional de ação. Com roteiros recheados de clichês e atuações sofríveis de Thiago Lacerda, Selton Mello e Carlos Alberto Riccelli, ambas as produções tendem serem esquecidas.

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O casal de "Crepúsculo" Bella e Edward
"Crepúsculo" e a onda de vampiros

Responsável pela volta dos vampiros ao mundo pop, a série de livros "Crepúsculo", da americana Stephenie Meyer, tem o mérito de apresentar o mito dos mortos vivos para uma nova geração - e o demérito de fazê-lo com uma das tramas mais piegas da década, que envolve o triângulo amoroso da insossa Bella com o vampiro Edward e o lobisomem Jacob. Seu alcance foi amplificado por adaptações cinematográficas, que em 2010 ganharam sua terceira parte, "A Saga Crepúsculo: Eclipse" , com atuações que beiram às do seriado "Malhação". E isso não é um elogio. 

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A revelação da MPB Maria Gadú
O hype da cantora Maria Gadú

Com a ajuda de uma versão da canção "Ne Me Quitte Pas", utilizada na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração", a cantora paulista Maria Gadú caiu nas graças do público e de alguns grandes da MPB, como Milton Nascimento, João Donato e Caetano Veloso. Com Caetano, a artista inclusive dividiu o palco em uma turnê conjunta . Mesmo com todo o hype, que ainda envolve uma indicação na categoria Melhor Artista Revelação do Grammy Latino, é difícil se animar com canções como "Shimbalaiê".


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Sylvester Stallone em cena de "Os Mercenários"
Stallone e seu "Os Mercenários" no Brasil

É comum que, ao envelhecer, as pessoas sintam falta de seus períodos áureos, quando ganharam notoriedade. Enquanto no esporte, por exemplo, o condicionamento físico impede que atletas permaneçam ativos após uma determinada idade, nas artes a falta de um freio pode criar produtos constrangedores. Esse foi o caso de Sylvester Stallone com seu último filme, "Os Mercenários" , em que o ator sexagenário condensa uma série de clichês saídos dos anos 1980.

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Os personagens principais de "Lost"
A decepção do seriado "Lost"

Nada pior do que ter uma expectativa frustrada por algo que não acontece como esperado. No caso do seriado "Lost", multiplique esse sentimento por seis temporadas, em que foram prometidas respostas para dezenas de mistérios condensados numa ilha perdida. No tão aguardado último episódio , os roteiristas parecem ter se perdido em meio a tantos flashbacks e tramas interligadas que, ao fim, conseguiram deixar os espectadores cheios de dúvidas - e sentindo-se parte de uma das maiores decepções da história da televisão.


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A dupla australiana Yolanda Be Cool
O hit grudento "Pa Panamericano"

A versão do grupo australiano Yolanda Be Cool para a canção "Tu Vuò Fa' L'Americano", sucesso de 1956 cantado pelo músico italiano Renato Carosone, que virou "We No Speak Americano", é a prova de que com uma batida irritante e alguma percepção musical é possível transformar algo bobinho em uma das músicas mais irritantes do ano. No Brasil, a canção passou a ser popularmente chamada de "Pa Panamericano", por conta da pronúncia dos vocalistas. Resta esperar pela versão do cantor Latino, mestre em "abrasileirar" hits dessa estirpe.

AE
Chico Buarque e José Luiz Goldfarb, presidente da comissão do prêmio Jabuti, na festa em São Paulo
Polêmica do Prêmio Jabuti


Com um regulamento no mínimo curioso, o Prêmio Jabuti causou polêmica ao conceder o prêmio de Livro do Ano ao romance "Leite Derramado" (Companhia das Letras), de Chico Buarque, que havia ficado em segundo lugar na categoria Romance, atrás de "Se Eu Fechar os Olhos Agora" (Record), de Edney Silvestre. Revoltada com o resultado, a editora Record abandonou o prêmio, atitude que fez surgir a petição online "Chico, devolve o Jabuti!", logo seguida pela campanha "Chico, fique com o seu Jabuti". Esse tipo de pendenga poderia ser resolvida na próxima edição do prêmio.

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Os cancelamentos do Gossip

O atual azarão quando o assunto é show internacional no Brasil é o grupo norte-americano Gossip. Em todas as ocasiões que teve apresentações confirmadas no país, como ocorreu em 2008, por exemplo, a banda deu para trás e acabou não aparecendo. Em 2010, quando estavam acertados shows em Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, a vocalista Beth Ditto comentou o novo calote com jornalistas durante um evento de moda em Paris. Alegando "sérios problemas", a cantora empurrou a tal turnê brasileira para 2011. Melhor esperar sentado.

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