Os personagens cinematográficos da década

Uma lista com os dez nomes que grudaram na cabeça do público nos anos 2000

iG São Paulo |

A magia do cinema só é completa quando extrapola a sala de exibição e ganha as ruas, com cenas e personagens tão marcantes que são capazes de mudar a maneira como as pessoas se relacionam com suas histórias.

A seleção abaixo traz dez personagens cinematográficos que marcaram a década e garantiram seus lugares na história da sétima arte.

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Daniel Radcliffe como o bruxo Harry Potter
Harry Potter (Daniel Radcliffe)

Um dos personagens mais badalados da literatura na última década, o bruxo Harry Potter ganhou sua versão de carne e osso ainda no primeiro "Harry Potter e a Pedra Filosofal", filme de 2001. O ator escolhido para o papel foi o britânico Daniel Radcliffe, que conseguiu convencer milhares de fãs pelo mundo de que era o bruxo, recebendo inclusive a aprovação da autora dos livros, J.K. Rowling. O personagem, que começa como um aluno inocente e, oito filmes mais tarde, enfrenta o desafio de sua vida, virou ícone adolescente e já figura entre os mais famosos da história.

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Ian McKellen como o mago Gandalf









Gandalf (Ian McKellen)

Uma das figuras mais queridas pelos fãs do escritor J.R.R. Tolkien, o mago Gandalf deixou de ser uma referência da literatura fantástica para ganhar o mundo pop com o lançamento, em 2001, de "Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", primeiro filme da trilogia dirigida por Peter Jackson. Interpretado pelo ator britânico Ian McKellen, que assim como o personagem caiu nas graças do público adolescente, o Gandalf dos cinemas traduziu com perfeição as nuances de sua contraparte, como o jeito brincalhão e prudente de tratar os amigos e o apreço pela erva dos hobbits.

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Leandro Firmino da Hora como Zé Pequeno









Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora)

"Dadinho é o #@&*!, meu nome agora é Zé Pequeno". Foi com essa frase que o personagem interpretado pelo estreante Leandro Firmino da Hora entrou para a história do cinema brasileiro em "Cidade de Deus", de 2002. Momento de virada da carreira criminosa do até então Dadinho, o surgimento de Zé Pequeno é um marco para a trama do filme, que mostra sua ascensão na comunidade de Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, como chefe do tráfico de drogas. Apesar de ser o vilão da trama, Zé Pequeno é, sem dúvida, a presença mais marcante do filme.

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Johnny Depp como o pirata Jack Sparrow









Jack Sparrow (Johnny Depp)

Com um jeito estranho de olhar, uma dicção curiosa e um caminhar semelhante ao de um bêbado, o pirata Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp em "Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra", de 2003, conquistou crítica e público sem assumir o papel de herói ou vilão do longa-metragem. Reconhecidamente inspirado no roqueiro Keith Richards, dos Stones - que posteriormente interpreta seu pai -, Sparrow é o tipo de malandro que se importa mais consigo mesmo do que com os demais, mas que na hora do aperto acaba cedendo a uma consciência normalmente entorpecida por algumas doses de rum.

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Meryl Streep como a editora Miranda Priestly









Miranda Priestly (Meryl Streep)

O cinema é cheio de chefes maus, exigentes e extremamente calculistas, mas poucos deles possuem a classe e a finesse de Miranda Priestly, a temida editora-chefe interpretada por Meryl Streep na comédia dramática "O Diabo Veste Prada", de 2003. No comando da revista de moda Runway, ela consegue levar seus subordinados às lágrimas com pedidos impossíveis e comentários sarcásticos sobre suas roupas e comportamentos - tudo, é claro, num tom de voz leve e delicado, como o de uma dama da realeza britânica cuja própria opinião é a única que guarda relevância.

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Bill Murray como o ator Bob Harris









Bob Harris (Bill Murray)

O valor do ator veterano Bob Harris, um dos personagens principais do filme "Encontros e Desencontros", de 2003, pode ser medido pela transformação que ele causou na carreira do até então comediante Bill Murray, consagrado em filmes como "Os Caça-Fantasmas" e na série televisiva "Saturday Night Live". No papel de Harris, um decadente astro de cinema contratado para estrelar um comercial no Japão, o ator conseguiu revelar seu lado dramático. E, cereja no bolo, protagonizou um diálogo ao pé do ouvido com Scarlett Johansson que instigou a imaginação de quem o prestigiou nessa bem-sucedida empreitada.

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Sacha Baron Cohen como Borat Sagdiyev








Borat Sagdiyev (Sacha Baron Cohen)

Criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen, o jornalista cazaque Borat Sagdiyev alucinou o público com o falso documentário "Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América", de 2006. Utilizando como referência um Cazaquistão habitado por gente atrasada, que celebra o machismo, o incesto e o anti-semitismo, o personagem irritou muitos dos que participaram de suas filmagens, devido às situações absurdas e politicamente incorretas do estrangeiro bigodudo. Com um humor cáustico, Borat tornou-se uma das figuras mais amadas e odiadas do planeta.

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Wagner Moura como o Capitão Nascimento








Capitão Nascimento (Wagner Moura)

Narrador da história do primeiro "Tropa de Elite", filme nacional que virou sensação em 2007, o capitão do BOPE Roberto Nascimento caiu nas graças da população brasileira ao enfrentar traficantes, usuários de drogas e policiais corruptos com tolerância zero, abuso de força e frases de efeito que entraram para o cotidiano da população ("Pede Pra Sair!"). Apesar da truculência, o exemplo de honestidade do personagem interpretado por Wagner Moura fez com que o Batalhão de Operações Policiais Especiais ganhasse aura de equipe de super-heróis.

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Heath Ledger como o vilão Coringa









Coringa (Heath Ledger)

Aqueles que criticaram a escolha do ator australiano Heath Ledger para o papel do Coringa, vilão do longa "O Cavaleiro das Trevas", de 2008, arrependeram-se das críticas logo na primeira sequência do filme, em que o inimigo de Batman rouba um banco em Gotham City. Nas mãos de Ledger, o vilão dos quadrinhos foi transformado num psicopata desfigurado que, ao contrário dos demais criminosos, só quer promover o caos e deleitar-se com as pessoas em desespero - sejam elas policiais ou mafiosos. A morte do ator, meses antes do lançamento do filme, contribuiu para perpetuar sua impecável e perturbadora atuação.

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WALL-E (Ben Burtt)

A Pixar já havia provado que um desenho animado pode emocionar adultos e crianças, mas a superação aconteceu quando essa emoção veio de um robô velho que sequer pronuncia meia dúzia de palavras. Como um Chaplin de lata, o robozinho da animação "WALL-E", lançada em 2008, comoveu a plateia que o acompanhou em sua existência solitária na Terra, onde dividiu a tela com uma simpática baratinha. Quem poderia dizer que uma máquina quadrada poderia se apaixonar e provocar comoção generalizada?

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