Chuvas, vendavais, granizo, seca e queimadas em 2010

Ano foi marcado por desastres ambientais no País. Reveja os fatos

iG São Paulo |

JANEIRO

O ano de 2010 começou com graves deslizamentos de terra provocados pela chuva no Rio de Janeiro. Em Ilha Grande , na madrugada do dia 1º, o deslizamento de um barranco atingiu uma pousada e sete casas na Praia do Bananal. Ao menos 26 pessoas morreram. Na vizinha Angra dos Reis, no Morro da Carioca, ao menos 20 casas foram atingidas por um deslizamento de terra e cerca de 13 pessoas morreram.

De janeiro a novembro, 316 pessoas morreram em decorrência das chuvas no Rio de Janeiro, o que deixou o Estado com o maior número de vítimas em todo o País, segundo balanço da Secretaria Nacional da Defesa Civil. Maioria das mortes ocorreu no início do ano.

Em São Paulo, as chuvas deixaram a cidade de São Luiz do Paraitinga praticamente submersa e milhares de pessoas desabrigadas. Prédios históricos foram destruídos, entre eles a igreja matriz da cidade, que desabou.

Ainda em São Paulo, muita chuva alagou bairros da zona leste da cidade, principalmente na região do Jardim Romano . Ruas ficaram alagadas por muitos dias. O Estado teve o segundo mês de janeiro mais chuvoso da história. De janeiro a novembro, 43 pessoas morreram em decorrência de alagamentos e deslizamentos no Estado.

ABRIL

Fortes chuvas no Rio de Janeiro provocaram tragédia com mais de 200 mortos. Em Niterói, município mais afetado pelas chuvas, ao menos 146 pessoas morreram, sendo que ao menos 37 moravam no Morro do Bumba , onde grande deslizamento de terra destruiu casas. As chuvas também deixaram milhares de desabrigados no Sul .

JUNHO

Chuvas provocaram mortes em enchentes e deslizamentos no Nordeste, principalmente em Alagoas e Pernambuco . Cidades ficaram destruídas e milhares ficaram desabrigados. Ao menos 41 pessoas morreram.

JULHO

Vendavais fazem cidades gaúchas decretarem situação de emergência. Cerca de 500 casas foram danificadas.

AGOSTO

Um incêndio de grandes proporções destruiu ao menos 25% do Parque Nacional de Brasília , no Distrito Federal, de um total de 42 mil hectares. O tempo seco e os fortes ventos prejudicam os trabalhos, pois ajudam na propagação do fogo.

SETEMBRO

Chuva de granizo surpreende meteorologistas e deixa ruas de Guarulhos cobertas de gelo.
Granizo também danificou casas no Paraná .

Queimadas fogem do controle e se alastram pelo País na época de mais seca. Prevenções, combate e punições têm capacidade limitada no Brasil. Marcelândia (MT), por exemplo, teve a maioria das marcenarias queimada pelo fogo. O Estado foi o que mais registrou queimadas neste ano – 36.789 focos de incêndio do dia 1º de janeiro a 8 de dezembro registrados pelo satélite Noaa 15 Noite, o mais preciso do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para focos de incêndio. Tempo seco persistente e vento são condições que devem levar 2010 a bater o recorde de incêndios e a superar o ano de 2007 - o maior número desde 2002.

OUTUBRO

A estiagem deste ano no Amazonas foi a maior da série histórica medida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O rio Negro, que banha Manaus, mediu 13,63 e superou a marca registrada em 1963, quando chegou a 13,64 metros no fim de outubro daquele ano.

NOVEMBRO 

Chuva e queda de granizo em ao menos 14 municípios do Rio Grande do Sul danificaram cerca de 900 casas, deixaram 300 pessoas desabrigadas e cinco pessoas levemente feridas. O granizo também causou estragos no Paraná.

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