Reduto dos surfistas fica no lado oposto aos luxos de Waikiki

Reduto dos surfistas fica no lado oposto aos luxos de Waikiki Por Pedro Venceslau Oahu, 06 (AE) - O arquipélago é invadido pelos surfistas no inverno e fica bem mais tranquilo no verão, quando as ondas esvaziam e eles vão embora, levando consigo suas pranchas coloridas. De fato, são as marés que regem o fluxo de visitantes no Havaí.

iG São Paulo |

Reduto dos surfistas fica no lado oposto aos luxos de Waikiki Por Pedro Venceslau Oahu, 06 (AE) - O arquipélago é invadido pelos surfistas no inverno e fica bem mais tranquilo no verão, quando as ondas esvaziam e eles vão embora, levando consigo suas pranchas coloridas. De fato, são as marés que regem o fluxo de visitantes no Havaí. E é entre dezembro e fevereiro que o verdadeiro espetáculo acontece. Os esportistas chegam em grupos e passam direto pelos luxos de Waikiki. Afinal, o reduto da tribo fica do lado oposto, em North Shore. Nesta época, é difícil, quase impossível, conseguir um hotel por lá. A maioria aluga quartos de moradores ou dorme em albergues, que aproveitam a procura para cobrar por um quarto com banheiro compartilhado quase o mesmo de um hotel em Honolulu. Também não existem restaurantes finos, bares da moda e muito menos lojas de grife. O lugar que mais lembra uma cidade é a pequena Vila de Haleiwa, com seus trailers de camarão, restaurantes acolhedores e lojinhas alternativas. O Haleiwa Beach Park é um dos únicos lugares de North Shore onde se consegue nadar tranquilamente tanto no inverno quanto no verão. De resto, é preciso saber surfar muito bem para se aventurar naquelas ondas. Além de elas serem fortes, há corais pontiagudos no fundo do mar e os nativos não costumam ter muita paciência com gringos. Experiência só para experts. Como a temporada de ondas altas é curta, dura cerca de três meses, todos os campeonatos acabam ocorrendo na mesma época. Resultado: sobra pouco espaço para quem não está competindo. Logo, se você quer ir lá só para dar uma espiadinha nas ondas gigantes, melhor estar preparado e tentar acertar a hospedagem com antecedência. VISÃO PRIVILEGIADA Uma das mais disputadas etapas do WCT, a primeira divisão do surfe mundial, é o Pipeline Masters, batizada com o nome da famosa praia. Trata-se de um bom programa também para turistas e fotógrafos, que têm uma visão privilegiada das ondas quebrando bem perto da praia. A especialidade de Pipeline são os tubos, cultuados como os mais perfeitos do planeta. São também os mais perigosos. Outra praia muito procurada é Sunset, com direita perfeita e ondulação definida. Perto dali fica Waimea, onde ocorre o campeonato de ondas gigantes. Mas também existe bom surfe fora de Oahu. Fica em Maui a Praia de Jaws, onde quebram as maiores do planeta, com até 20 metros. Daquelas que o surfista precisa ser rebocado de jet ski para alcançar. A imagem da parede de água se formando impressiona. Quem vê de fora custa a entender como alguém consegue sair vivo daquele tsunami. Mas os surfistas de fim de semana, os haules, tem opções para tentar a sorte em Waikiki. No verão, claro, quando o nível do mar está mais baixo. As ondas fortes viram marolas tamanho G, o suficiente para garantir alguma diversão a quem quer pelo menos sentir o gosto de ficar de pé na prancha.

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