Doadores prometem US$ 9,9 bilhões para reconstruir Haiti

Dinheiro será doado ao longo de três anos; US$ 5,3 bilhões serão doados nos próximos 24 meses

iG São Paulo |

Representantes de cada país se reuniram nesta quarta-feira em Nova York e, segundo o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, as promessas ficaram "bem além das expectativas". A ONU esperava arrecadar US$ 3,9 bilhões para os próximos 18 meses.

O Brasil participou da conferência e se comprometeu a doar US$ 172 milhões para financiar a reconstrução e o desenvolvimento do Haiti. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou que os EUA darão uma ajuda de US$ 1,15 bilhão para a reconstrução do país.

Helen Clark, chefe do Programa de Desenvolvimento da ONU, disse que os US$ 3,8 bilhões requisitados cobririam os custos de reconstrução dos próximos 18 meses, possibilitando ao país substituir mais de 1.300 instituições educacionais, mais de 50 hospitais e centros de assistência à saúde, cortes judiciais e outras construções que foram destruídas ou estão instáveis.

O esforço de reconstrução será gerenciado durante os primeiros 18 meses por uma agência interina presidida pelo primeiro-ministro do Haiti e uma comissão de diretores formada pelos principais doadores do país. Esse órgão identificará projetos e distribuirá fundos e, depois de 18 meses, uma agência haitiana assumirá o controle dos trabalhos, disse Mulet.

AP
Criança ferida espera por atendimento médico no Haiti

"Em longo prazo, o objetivo é ver os haitianos protegidos de furações que os ameaçam todo ano e de outros desastres naturais como terremotos", disse. "A redução de risco de desastres tem de estar no centro do esforço de recuperação."

Mesmo antes do terremoto de 12 de janeiro, o governo do Haiti enfrentava dificuldades para se recuperar de tempestades tropicais que representaram uma perda de 15% da receita do país em 2008.

Muitos dos 1,5 milhão de desabrigados da tragédia deste ano vivem em campos e estão vulneráveis às enchentes quando começar a temporada de chuvas no país, em algumas semanas.

Em fevereiro, Ban e Clinton lançaram um apelo humanitário paralelo pedindo US$ 1,44 bilhão para ajudar 3 milhões de haitianos afetados pelo terremoto deste ano com alimentos, medicamentos, abrigo e outras necessidades básicas. Segundo Helen, apenas metade dessa quantia foi arrecadada.

Mulet acrescentou que a conferência desta quarta-feira não será a primeira vez que a comunidade internacional se reuniu para arrecadar fundos para o Haiti. "Esperamos que dessa vez façamos dar certo", afirmou. "A comunidade internacional também é responsável pela fraqueza das instituições e do Estado haitiano."

Ele alertou que o fracasso em ajudar no desenvolvimento do Haiti poderia resultar em "uma missão de paz e em intervenções internacionais no país pelos próximos 200 anos".

Com Reuters e AP

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