Puccinelli nega união com Delcídio, mas aposta no petista

Governador prevê que senador do PT deve ser, como ele, reeleito no próximo pleito de outubro

Alessandra Messias, iG Campo Grande |

Candidato à reeleição que lidera as pesquisas de intenção de voto, o governador André Puccinelli (PMDB) aposta que as vagas para o Senado serão ocupadas por um petista e um peemedebista.

Segundo Puccinelli, no pleito de outubro próximo “deverão ser eleitos Moka e Delcídio”, referindo-se aos candidatos ao Senado Delcídio do Amaral (PT) e Waldemir Moka (PMDB).

Essa dobradinha com o PT não é revelada por André, mas fontes ligadas ao PT-MS afirmam que os dois estão “muito amigos”. 

Delcídio ocupa a pasta de senador em Brasília e Moka é deputado federal e presidente da Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados. 

Sem muito sucesso, Puccinelli tenta levantar a candidatura ao Senado de seu vice-governador, Murilo Zauith, que não anda bem nas pesquisas.

Como explicação para o apoio não declarado ao petista em detrimento a Murilo Zauith, segundo na coligação para ocupar a vaga no Senado, André se defende: “eu respondi o que eu acho que o povo vai votar. Eu respondi os que eu acho que vão ganhar

Em campanha quando questionado sobre quem seriam os candidatos eleitos para as vagas ao Senado, Puccinelli respondeu: “Eu acho que nós vamos fazer dois senadores que começam com o número 1. É 151 e 138”. 

O primeiro candidato peemedebista apontado pelo governador é o Moka, número 151, seguido de Delcídio, número 138, que concorre à reeleição. 

Para sair como suplente de Murilo Zauith, candidato ao Senado, Edil Albuquerque renunciou ao cargo de vice-prefeito de Campo Grande. Depois ele abandonou Murilo, alegando pouco apoio político de Puccinelli. 

O governador desconsiderou o abandono da suplência de Zauith, dizendo: “até agora são meramente boatos”. 

O candidato a reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul está otimista e destaca que sua coligação terá domínio na Assembléia Legislativa. Das 24 vagas, “vamos fazer um mínimo de 17 deputados estaduais, podendo chegar a 19”, conta. 

Puccinelli prevê que o PMDB, seu partido, deverá fazer, no mínimo, cinco deputados federais, podendo chegar a seis”, emenda. 

Em campanha pelo interior, André mostra os projetos como o Vale Renda que contempla 56 mil famílias de baixa renda com R$ 130 mensais e décimo terceiro, a implantação de 44 mil casas populares e um orçamento 51% maior que no governo Zeca do PT aplicados na educação.

“Em três anos e meio fizemos o dobro de obras que Zeca do PT só lançou e não concluiu. Já fizemos 3 mil obras e vamos fazer muito mais”, afirmou o governador.

Segundo Puccinelli, na gestão do Zeca do PT “um profissional da educação ganhava R$ 452, agora ganha R$ 938 por 20h/aula, incluindo a regência e mais 60% no contraturno".

No caso de um professor que trabalha em dois turnos, o salário passou de R$ 1.629,00 a R$ 2.626,82, ressalta. Hoje Mato Grosso do Sul tem o terceiro melhor piso do magistério estadual.

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