Puccinelli mantém apoio a Serra, mas admite: tucano perde

Governador reeleito vai continuar fiel à campanha tucana, mas não aposta em sucesso no 2º turno

Alessandra Messias, iG Campo Grande |

Conhecido pela habitual franqueza, ao menos em matéria política, o governador André Puccinelli já adiantou seu prognóstico para o segundo turno da eleição presidencial.

“Acho que o Serra perde, mas mantenho o apoio”, disparou Puccinelli, que acaba de designar o vereador Cristovão Silveira (PSDB) para coordenar a campanha serrista no Estado.

Ontem mesmo, José Serra telefonou para o governador e pediu o fortalecimento da campanha dele no segundo turno.

O deputado federal eleito e presidente do PSDB no Estado Reinaldo Azambuja não forneceu muitos detalhes sobre a estratégia da legenda, mas adiantou que o telefonema de Serra a André resultou numa conversa “foi muito boa”.

O comitê pró-Serra será inaugurado amanhã (7), às 18 horas.

Segundo o vereador Silveira, os trabalhos serão intensificados em todo o Estado. “Daremos ênfase na campanha em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas e em toda região norte de MS”, explica.

Silveira ficou encarregado de fortalecer as alianças com os peemedebistas que devem apoiar a campanha.

Silveira afirma que o apoio de Puccinelli será “decisivo” para a campanha de Serra no estado, mas espera maior penetração dos correligionários ligados ao PMDB.

Quando esteve em Campo Grande no mês de junho, Serra disse que é muito confortável ter uma aliança com o governador André Puccinelli.

De acordo com Serra, “a união PSDB X PMDB fez sucesso no passado produzindo bons frutos e essa mesma aliança fará muito mais sucesso no futuro”.

No projeto de José Serra para Mato Grosso do Sul, ele adiantou que deve duplicar a BR-163, investir na reforma e ampliação do Aeroporto Internacional de Campo Grande e prolongar as linhas férreas da Ferroeste, para transporte de commodities.

Serra também revelou que “veio de baixo”.

“Sou filho de operários, que tinham salários de operários. Vim de baixo e sei o que o povo brasileiro precisa para ter uma vida digna”, declarou Serra, em Campo Grande.

Segundo o candidato do PSDB à Presidência da República, “Puccinelli pôs Mato Grosso do Sul de pé e nós vamos colocar este Estado para correr”, disse o candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra. Ele defendeu o melhoramento do escoamento de produção.

“Mato Grosso do Sul vai entrar na lista de estados desenvolvidos. Nos próximos anos, o governo brasileiro vai dar o empurrão que o estado precisa”, finalizou Serra.

A escolha entre José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) nas urnas ocorre no dia 31 deste mês.

Em seu programa eleitoral, André Não pediu muitos votos a Serra, falou dos investimentos no estado com contrapartida federal e fez poucas críticas ao governo de Lula.

Assim como fez com o tucano Geraldo Alckmin, quando foi candidato a presidente da República, o governador protelou sobre a decisão de apoiar Serra.

Puccinelli sempre chamou Dilma Roussef de fada-madrinha quando ainda era ministra de Minas e Energia e depois como chefe da Casa Civil.

Neste pleito para o governo de MS, Dilma apoiou Zeca do PT que disputou os votos de mais de 1,7 milhão de eleitores sul-mato-grossenses, o que impediu a aliança entre PT e PMDB.


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