Puccinelli inicia aproximação com Dilma

Governador, líder das pesquisas, envia prefeito Nelson Trad como emissário a Brasília para discutir PAC

Celso Bejarano iG Campo Grande |

De olho no cenário político pós-eleitoral, o governador Andre Puccinelli (PMDB), líder das pesquisas para o governo de MS, envia amanhã a Brasília seu aliado, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad.

Na pauta, Trad discutirá com técnicos do governo federal a forma de alocação dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Pelo PAC, estão previstos investimentos de R$ 386 milhões em três grandes projetos de infraestrutura. Esse montante, porém, é bem inferior aos R$ 652 milhões solicitados pela Prefeitura da Capital.  

O que Puccinelli quer mesmo, nesse momento, é dispor de um pretexto para uma aproximação, pelo menos institucional, com o Palácio do Planalto. Traduzindo, com a campanha de Dilma.

A preocupação do governador é de evitar o isolamento político a que estará sujeito caso mantenha apoio ao menos formal com o tucano José Serra.

Pelo contrário, Puccinelli quer aproveitar a oportunidade para manter um diálogo permanente com a presidenciável petista, que lidera, como ele, as pesquisas de intenção de voto.

O distanciamento com o “aliado” José Serra, do PSDB, é tanto que Trad admite publicamente ser cabo eleitoral de Dilma no Estado, embora torça para a derrota de Zeca do PT.

Semana passada, Lula e Dilma dispararam críticas contra Puccinelli pelo fato de o governador fazer propaganda das obras estaduais sem mencionar os investimentos federais.

Desde então, Trad Filho passou a encenar mais seu apoio a Dilma, até então restrito a declarações divulgadas pela imprensa local.

Ao mesmo tempo, Puccinelli omitiu imagens de Serra em seu programa eleitoral. Ao contrário, o espaço do peemedebista explorou ao máximo a visita de Lula e Dilma ao Estado em 2007.

No dia 14 de setembro, Trad Filho retorna a Brasília, não para buscar agrados, mas para participar de uma marcha promovida por prefeitos que declaram apoio a Dilma. 

O prefeito de Campo Grande disse acreditar que deve levar consigo ao menos 50 dos 78 prefeitos sul-mato-grossenses.

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