PT-MS nega associação de Delcídio com Puccinelli

Presidente do diretório estadual desmente articulação política entre senador e governador

Marcello Sigwalt iG Brasília |

Líderes das respectivas pesquisas de intenção de voto para reeleição, o senador Delcídio Amaral (PT) e o governador André Puccinelli (PMDB) não articulam uma aliança política após as eleições.

A afirmação é do presidente do diretório estadual do PT em Mato Grosso do Sul Marcus Garcia.

Segundo ele, a prioridade de Delcídio no momento é consolidar a liderança obtida na pesquisas, que lhe conferem cerca de 60% das intenções de voto para o Senado.

Sobre a desistência do vice-prefeito de Campo Grande, Edil Albuquerque (PDMB) de concorrer a primeiro suplente de senador, Garcia atribuiu o fato ao efeito que a campanha de Delcídio exerce sobre os demais candidatos.

Na avaliação do presidente do PT-MS, a liderança do senador petista acaba produzindo um fenômeno nas candidaturas dos demais concorrentes.

“Como a primeira vaga para o Senado está praticamente decidida, os adversários de Delcídio disputam ser a segunda opção ao eleitorado, o que acaba beneficiando a posição do nosso senador na campanha”, analisou.

Quanto à candidatura ao governo do Zeca do PT, Garcia é mais discreto. “Nosso candidato resolveu adotar como estratégia visitar, pelo menos, cinco municípios por dia”, afirmou. 

Outro trunfo do candidato petista, prossegue o dirigente, é contar com a visita, provavelmente nos próximos dias, da Primeira Dama Dona Marisa ou do próprio presidente Lula novamente a MS.

“Vamos intensificar a campanha em Campo Grande, que responde por um terço do eleitorado sul-mato-grossense”, adianta Garcia.

Entre as prioridades de um eventual governo petista, ele cita os programas federais na área de Educação, a recuperação das estradas vicinais e o combate sistemático ao narcotráfico.

Outra linha de ação da campanha majoritária petista é propor a impugnação da candidatura do atual governador André Puccinelli por uso eleitoral de obras de sua gestão. 

“Temos vídeos que comprovam a associação da campanha do governador com a entrega de casas populares, o descumprimento da legislação eleitoral que veda essa associação desde o ano passado e o ‘estouro’ dos gastos públicos com publicidade em R$ 1 milhão, somente no primeiro semestre deste ano”, concluiu o presidente do PT local.

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