Principais pontos do plano de austeridade da Grécia

Atenas, 2 mai (EFE).- Os gregos precisarão enfrentar drásticos cortes nos próximos três anos, segundo o plano de austeridade divulgado hoje pelo Governo, que prevê uma economia de 30 bilhões de euros.

EFE |

Atenas, 2 mai (EFE).- Os gregos precisarão enfrentar drásticos cortes nos próximos três anos, segundo o plano de austeridade divulgado hoje pelo Governo, que prevê uma economia de 30 bilhões de euros. Entre as medidas estipuladas junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) e o Banco Central Europeu (BCE), se destacam as seguintes:. REDUÇÃO DO DÉFICIT: Está previsto que o déficit passe dos atuais 13,6% do PIB para 8,1% em 2010 e, de forma paulatina, chegue a 2,6% em 2014. A redução dos gastos públicos prejudicará o crescimento do país, que terá contração de 4% do PIB em 2010, o dobro do previsto. A economia voltaria a crescer em 2012, com 1,1% de alta. FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS: Os salários dos funcionários serão congelados por pelo menos três anos. Os que ganhem mais de 3 mil euros não terão 13º e 14º salários. Já os com ganho inferior a esse valor, receberão um bônus de 1 mil euros. As contratações públicas serão paralisadas. PENSÕES: Os aposentados gregos perderão também o 13º e o 14º salários se suas pensões superarem 2.500 euros mensais. Foi estabelecida uma idade mínima de aposentadoria (60 anos) e um novo cálculo para as pensões relacionado com toda a vida de trabalho e não com os últimos anos, como era até agora. Além disso, de forma gradual, até 2015 se elevarão os anos de trabalho necessários para ser pensionista, que passarão de 37 para 40. IMPOSTOS: O IVA (imposto sobre valor agregado) será aumentado em dois pontos para 23%, depois de em março já ter subido outros dois. Serão elevados em dez pontos percentuais os impostos sobre tabaco, álcool e combustíveis. Está prevista a criação de um imposto especial para as empresas com grandes lucros e o estabelecimento de novas medidas impositivas a companhias relacionadas a produtos de luxo e à propriedade imobiliária. LIBERALIZAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO: Serão liberalizadas profissões fechadas por várias regulamentações gremiais, como a dos taxistas. A demissão será facilitada, com uma indenização menor que a até agora existente. PRIVATIZAÇÕES: O Estado deverá vender ou reduzir sua presença em empresas semipúblicas ou públicas. Os setores da energia e o transporte serão liberalizados. REFORMA ADMINISTRATIVA: Haverá uma redução no número de municípios e entidades administrativas locais, de 1.300 para 340, como forma de economizar em custos operacionais. EFE afb/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG