Soma de votos em branco atingiria mais de 610 mil, o equivalente aos recebidos por Mauro Mendes (PSB) na 1ª fase do pleito

As eleições de Mato Grosso definidas no primeiro turno poderiam ter outro resultado diante do alto número de eleitores que se abstiveram de votar, votaram em branco ou preferiram anular o voto.

A soma atinge um total de 610.454 votos que ficaram sem dono no dia três de outubro.

Depois da apuração dos 2.094.032 milhões de mato-grossenses aptos a votarem, o resultado registrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) é de que apenas 1.655.212 eleitores compareceram às urnas para escolherem os candidatos a presidência, governador, senador, deputado federal e estadual.

A quantidade de eleitores que não votou em candidato algum, por exemplo, é maior do que o número de votos atribuídos ao candidato Mauro Mendes (PSB), segundo colocado na disputa ao governo.

O socialista obteve 31,85% dos votos, o que equivale a 472.452 eleitores, e por pouco, não conseguiu levar a eleição para o segundo turno contra o governador Silval Barbosa (PMDB), reeleito com 51,21%, representando 759.805 votos.

“Os eleitores ficaram confusos e não conseguiram durante toda a campanha decidir em quem votar”, observa o professor universitário e cientista político Louremberg Alves.

Ele avalia que a resposta dos eleitores nas urnas se deu pela ausência de propostas consistentes dos candidatos que se pautaram em travar uma guerra de ataques e denúncias, no processo eleitoral.

A indefinição do voto, segundo ele, foi o resultado da falta de apresentação de projetos dos próprios candidatos que esqueceram os eleitores no meio do processo.

Os 20,96% de abstenção registrada nesta eleição é o mesmo que na eleição de 2006, quando o eleitorado era de 1.940.270 pessoas e 20,96%, representada por 390.654, deixaram de votar e exercer o exercício democrático do voto.

Se for aprovada a mudança na Constituição Federal e o voto não ser mais obrigatório, a tendência é aumentar o número de “faltosos” de maneira estrondosa.

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