Premiê tailandês propõe aos manifestantes eleições para 14 de novembro

Bangcoc, 3 mai (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, propôs hoje realizar eleições gerais em 14 de novembro no país, dentro dos debates para conseguir a reconciliação com os manifestantes opositores, conhecidos como "camisas vermelhas".

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Bangcoc, 3 mai (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, propôs hoje realizar eleições gerais em 14 de novembro no país, dentro dos debates para conseguir a reconciliação com os manifestantes opositores, conhecidos como "camisas vermelhas". Vejjajiva insistiu no fim de semana passado que os protestos realizados pelos "camisas vermelhas" desde meados de março precisam de uma solução negociada e política. A data proposta pelo chefe do Executivo antecipa em um mês a data sugerida em abril durante as negociações com os líderes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura - movimento político que engloba os "camisas vermelhas". No entanto, os manifestantes haviam rejeitado aquela primeira proposta. Não está claro por enquanto se os opositores, que ocupam o centro comercial de Bangcoc há um mês, aceitarão a oferta do chefe do primeiro-ministro. Em resposta à oferta, Jatupor Porompan, um dos líderes da Frente Unida, disse aos jornalistas que estudará a oferta seriamente. Em mensagem retransmitida pela televisão, Vejjajiva condicionou a oferta à união de forças em torno da monarquia e a uma reforma que qualificou de necessária para acabar com a "injustiça nas estruturas econômica e política". Também o chefe do Governo se comprometeu a criar uma comissão independente encarregada de investigar as 25 mortes ocorridas durante os enfrentamentos ocorridos no dia 10 de abril entre os "camisas vermelhas" e as forças de segurança nas ruas de Bangcoc. O primeiro-ministro tailandês e líder do Partido Democrata reconheceu no domingo passado que entre a população da capital aumentava o descontentamento motivado pela falta de ação de seu Governo, embora descartou declarar a lei marcial por tratar-se de um "instrumento desnecessário". Bangcoc e áreas limítrofes se encontram sob o estado de exceção desde o 7 de abril Os protestos, explosões de granadas e outros artefatos, somados aos eventuais confrontos travados nas ruas entre as forças de segurança e os manifestantes, deixaram a Tailândia em uma das mais profundas crises políticas das últimas quatro décadas. Desde o início dos protestos, 27 pessoas morreram e quase mil ficaram feridas nos focos de violência gerados pelas tensões políticas. EFE mrf/pb

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