Inquérito da Polícia Civil aponta Manoel Nunes da Silva (PR) como responsável por mandar matar Carlos Antônio Carneiro

O prefeito de Alcinópolis (MS) Manoel Nunes da Silva (PR) nega que tenha sido o mandante da morte do presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Antônio Costa Carneiro, ocorrida na manhã de terça-feira, em Campo Grande.

"Não devo nada e espero que a Justiça prove isso o quanto antes", diz Manoel. A morte foi supostamente encomendada porque o vereador tinha documentos e realizaria uma denúncia contra o prefeito que o ameaçou.

A irmã do vereador, Rosangela Carneiro afirmou que a convicção da família é de que a atuação política do vereador foi a motivação do crime.

“Meu irmão não tinha inimigos”, revela ela chocada.

O pai do vereador e vice-prefeito do município, Alcino Fernandes Carneiro (PDT), no dia do assassinato, afirma que o prefeito Manoel Nunes da Silva (PR), deveria ser investigado como mandante do crime.

Alcino Carneiro, pai da vítima, informou que o prefeito ameaçou seu filho há dois meses por desavenças políticas entre os dois.

O vereador planejava fazer uma denúncia contra o prefeito, no entanto foi morto.

Os documentos foram apreendidos no carro do vereador pela polícia e segundo o vice-prefeito são referentes ao dossiê contra Manoel da Silva.

No entanto, a polícia não informou o teor do documento e preferiu deixar as investigações em sigilo. A filha teve cautela. “Isso foi dito num impulso, no momento da dor. Vamos esperar as investigações”.

O delegado Jefferson Nereu Luppe revelou que foram presos três acusados de participar do homicídio, no entanto, a polícia apura quem é o mandante do assassinato.

Um dos presos foi Irineu Maciel, 37 anos, que disparou tiros contra o vereador. Ele foi contratado por Valdemir Valsan, 43, e recebeu R$ 20 mil para matar Carlos Carneiro.

Para executar o crime, eles contaram com a ajuda de Aparecido Souza Fernandes, de 34 anos, que pilotava uma moto.

Após as acusações do vice-prefeito, a polícia ouviu o depoimento do prefeito que negou a participação no crime. O delegado, Camilo Kettenhuber Cavalheiro, diz que o prefeito foi chamado para esclarecer os fatos.

O inquérito tramita na 1ª Delegacia de Polícia Civil.

Quem toma conta do caso é a delegada Roseman Rodrigues que deve encaminhá-lo ao Ministério Público Estadual em até dez dias, contados a partir da abertura, mesmo sem a definição do mandante.

Segundo o delegado, a investigação prosseguirá por causa da existência de presos no caso que responderão pelo crime de pistolagem.

“Eles não revelaram quem encomendou a morte do vereador, e prometeu pagar R$ 20 mil ao atirador, destes R$ 3 mil foram pagos como entrada, segundo o depoimento de Ireneu”, comentou o delegado.

Depois de fechar o inquérito a Polícia Civil terá prazo inicial de 30 dias para complementação.

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