Pouco foi gasto com tecnologia para conter vazamentos de óleo

Especialistas afirmam que gasto com pesquisas para conter vazamentos é insignificante em relação a tecnologias de perfuração

Associated Press |

AP
Pássaro coberto de óleo é resgatado em área afetada pelo vazamento
Enquanto as petrolíferas gastaram bilhões de dólares para perfurar mais fundo e mais longe no mar, gastaram pouco dinheiro com pesquisas para encontrar novas e melhores maneiras de conter vazamentos de óleo, como o desastre no Golfo do México.

Acompanhe a evolução do vazamento de óleo no Golfo do México no infográfico do iG

Especialistas dizem que o vazamento no Golfo do México expôs falhas na indústria e no governo em relação ao comprometimento de usar recursos adequados para conter e limpar o vazamento. “Determinar porque eles não começaram a trabalhar depois do vazamento no Máxico em 1979 está além do que posso fazer”, diz Gerald Grahan, presidente da consultoria Worldocean. “Agora eles estão tentando recuperar o atraso.”

Somente uma fração estimada em 261 milhões de litros de óleo derramados no Golfo do México foram recuperadas. Cerca de 38 milhões de litros de óleo foram queimados e 95 milhões de litros do óleo que se misturou à água foi limpo.

Nos últimos dois meses, a BP usou as mesmas ferramentas para retirar o óleo usadas em 1989, durante um vazamento de óleo no Alasca. Segundo os especialistas, estes métodos já foram melhorados, apesar de as petrolíferas não financiarem as pesquisas. “A tecnologia de perfuração avançou rapidamente, porque existia dinheiro para desenvolê-la”, diz Tim Robertson, gerente geral da consultoria Nuka Research & Planning. “Não há nada similar que possa ser aplicado na recuperação de vazamentos de óleo.”

Cinco companhias – Shell Oil, ExxonMobil, ConocoPhilips, Chevron e BP América – gastaram juntas cerca de US$ 33,8 bilhões para explorar óleo e gás nos últimos três anos, de acordo com os dados que elas forneceram a um subcomitê House Energy & Commerce. Contudo, o que elas gastaram em pesquisas para segurança, prevenção de acidentes e resposta a vazamentos é “insignificante”, diz Edward Markey, que presidente do subcomitê. Ele apresentou uma proposta na sexta-feira de redirecionar US$ 50 milhões do pagamento de royalties por óleo e gás por ano à pesquisas sobre novas tecnologias para conter vazamentos de óleo.

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