Wanderley Santos quer distância das polêmicas na área cultural

Cientista político assume presidência de Fundação no lugar de Emir Sader, que criticou ministra, esperando ter desempenho sóbrio

Danilo Fariello, iG Brasília |

O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, torce para que a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), ligada ao Ministério da Cultura,  mantenha o perfil de uma instituição com “desempenho sóbrio”, ou seja, longe das polêmicas. O novo presidente da instituição conversou com o iG hoje, por telefone, sobre a confirmação da sua indicação . Santos foi convidado após a polêmica envolvendo o intelectual Emir Sader, que não assumiu o posto por ter chamado a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, de “meio autista”, em uma entrevista.

Santos foi convidado pela própria ministra ontem à noite e aceitou de pronto a missão, mas ainda não teve contato com a Fundação e sua equipe depois de topar a missão. “Eu conheço bem a casa, já fiz palestras por lá e convivi com sua equipe, mas há setores que ainda tenho de aprender como funcionam”. Como exemplo desses setores, ele destacou a filologia (estudo da língua) e a arquivologia.

A Fundação Casa de Rui Barbosa fica no Rio de Janeiro e tem como missão principal promover a preservação e a pesquisa da memória da produção literária e humanística, bem como congregar iniciativas de reflexão e debate acerca da cultura brasileira, conforme nota publicada hoje pelo MinC. A Fundação teve orçamento de mais de R$ 30 milhões.

Santos é cientista político autor de mais de 20 livros e articulista de diversas publicações. Hoje é professor pesquisador da Universidade Cândido Mendes. Dentro da ciência política, sua especialização é em Teoria da Democracia.

A indicação de Santos agrade setores do Partido dos Trabalhadores. criou polêmica em 2005, ao denunciar um “golpe branco” da oposição para derrubar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva após o episódio do mensalão.

Polêmica do direito autoral

Segundo Wanderley Guilherme dos Santos, a FCRB vai acompanhar de maneira próxima a discussão sobre as reforma das leis sobre Direito Autoral no país. O tema foi uma das primeiras polêmicas enfrentadas pela ministra Ana de Hollanda desde que assumiu o cargo.

Como responsável por guardar um acerto histórico, boa parte do conteúdo de milhares de obras da FCRB têm divulgação limitada por conta das restrições atuais das leis. Não é possível, por exemplo, distribuir fotocópias de muitos desses livros por conta das normas atuais.

Santos diz ainda desconhecer integralmente as discussões sobre o tema, mas destaca que a revisão das leis tem impacto sobre uma parte do conteúdo da Fundação.

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