Wagner Montes vai para o PSD e quer disputar o governo do Rio em 2014

Deputado estadual mais votado do Estado afirma que houve desgaste no PDT, mas que não saiu brigado do partido

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

André Durão
Wagner Montes sobre a filiação ao PSD e a vontade suceder o governador Sérgio Cabral em 2014: "Todo jogador quer a seleção"
Perguntado se a filiação ao PSD, formalizada na Justiça Eleitoral nesta quarta-feira (26), tem a ver com a vontade já declarada de ser governador do Rio de Janeiro , o deputado e apresentador Wagner Montes não vacila: “todo jogador quer a Seleção. Se não der para disputar o governo do Estado posso disputar o Senado.”

Campeão de votos na Assembleia Legislativa do Rio (com 528.628 votos), o político disse que deixou o PDT pacificamente. “Ninguém casa pensando em separar. Mas quando há separação, o melhor é que seja o menos traumática possível. Houve desgaste, sim, mas não teve briga. Claro que o Lupi não gostou, mas essas coisas acontecem. Não estamos brigados”, disse referindo-se à conversa de despedida que teve com o presidente nacional do PDT, o ministro do Trabalho Carlos Lupi.

A troca de legenda, de acordo com Montes, foi um convite do ex-deputado federal e candidato derrotado à vice-presidência da República na chapa de José Serra (PSDB) Índio da Costa (ex-DEM), que controla o PSD no Rio de Janeiro. “Fui o deputado estadual mais votado da história do Rio e claro que isso fez com que eu recebesse convite de quase todas as legendas, senão de todas. Acontece que o Índio é um amigo antigo e garantiu que eu terei participação mais ativa no PSD, serei mais ouvido”, explica.

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Como PSD-RJ já declarou apoio à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB), Wagner assegura que não há a “menor chance” de disputar a Prefeitura em 2012. Apesar do acordo, ele esclarece: “O PSD vai apoiar o Eduardo Paes, eu ainda não sei quem vou apoiar, se é que vou apoiar alguém. Sou independente”, frisa.

Montes, que atualmente ocupa o cargo de primeiro-secretário na Alerj, é um dos nomes cotados para suceder o deputado Paulo Melo (PMDB) na presidência da Casa. Embora não confirme, ele esteve recentemente no escritório político de um importante cacique do PMDB para anunciar a saída do PDT e "tratar de outros assuntos", segundo o peemedebista.

Wagner Filho candidato: “Não queria que ele entrasse na política”

A migração de Wagner Montes para o partido fundado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab não é a única novidade política na vida do apresentador de TV. Seu filho mais velho, Wagner Montes Filho, filiou-se ao PRB e tentará disputar uma vaga de vereador no ano que vem. "Eu não queria. Acho que ele ainda é muito novo e deveria terminar a faculdade de Direito. Mas ele quer e eu vou apoiá-lo", contou.

André Durão
O apresentador cercado pela família: a mulher Sônia Lima, o filho mais velho, Wagner, pre-candidato a vereador pelo PRB, e a sogra

De acordo com Montes, que é evangélico, seu filho mais velho entrou na política a convite do senador Marcelo Crivella. "Ele está na política há muito tempo, fez minha campanha e se dá muito bem com o Crivella".

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