Wagner diz que Jobim foi "descortês" e "deselegante"

Governador da Bahia esteve com Dilma na quinta, em Brasília, e viajou com ela até Salvador. Presidenta não fala com a imprensa

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Manu Dias/Governo da Bahia
O governador da Bahia, Jaques Wagner, e a presidenta Dilma Rousseff, em evento nesta sexta em Salvador
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta sexta-feira (5) que o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (PMDB) foi “deselegante e descortês” nas declarações que motivaram sua saída da pasta no dia anterior.

Jobim deixou o cargo após a revelação de afirmações que fizera à revista “Piauí”, em que classificou a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) como “fraquinha” e disse que a ministra Gleisi Hoffman (Casa Civil) “não conhece Brasília”. Foi substituído pelo titular do Itamaraty no governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Celso Amorim (PT).

A presidenta Dilma Rousseff participa, no início da tarde desta sexta-feira (5), de lançamento de um programa do governo baiano em um hotel de Salvador. Não falou com a imprensa na chegada, e os comentários sobre as mudanças na Defesa couberam ao governador. Após o ato em Salvador, segue para Juazeiro (norte da Bahia), para entrega de unidades do programa federal Minha Casa, Minha Vida.

“Evidente que acho, para não falar de outras coisas, que no mínimo foi deselegante e descortês a afirmação feita pelo ex-ministro. O ministro é uma delegação que ela faz. No momento que ela entendeu que o comportamento não foi adequado, ela tomou a decisão e trocou. Acho que ela fez aquilo que a consciência dela colocou e eu concordo”, disse Wagner.

O petista, um dos governadores mais próximos da presidenta, esteve com Dilma em Brasília na quinta-feira (4), dia das trocas na Defesa. Passou a noite na capital federal e viajou a Salvador com a presidenta, que participa, pela primeira vez em seu mandato, do lançamento de um programa de governo estadual.

Wagner disse ainda que a mudança reforça o papel de Dilma como “comandante-em-chefe das Forças Armadas”. “Creio que o mais importante disso tudo é que fica claro para a nação e para as Forças Armadas que, como reza o texto constitucional, a comandante-em-chefe das Forças Armadas é a presidenta da República, como eu sou o comandante em chefe da Polícia Militar.”

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