Wagner aguarda ministério de Dilma para nomear secretariado

Governador reeleito da Bahia se mantém reservado sobre anúncio do primeiro escalão

Aura Henrique, iG Bahia |

Não há nada definido quanto à composição no secretariado do governo da Bahia, a ser feita por Jaques Wagner (PT), reeleito para a próxima gestão (2011-2014). Wagner espera posicionamento de Dilma Rousseff (PT), presidente eleita do País, para sugerir nomes baianos a ministérios, abrindo espaço para nomear dirigentes às pastas estaduais.

Durante a semana, o governador teria discutido com seu núcleo duro, composto pelos secretários de Governo, da Casa Civil, de Comunicação e Fazenda, as possibilidades de mudança. Por enquanto, apenas uma certeza: “será um governo de continuidade”, renovado, mas não em todas as secretarias, como ocorreu em seu primeiro mandato.

Para Wagner, a Bahia estaria credenciada a assumir ministérios e papel fundamental na formação do governo federal. “Nós temos a quarta população, a sexta economia, dos estados governados pelo PT, esse é o maior de todos”, chegou a declarar.

Por enquanto, o governador se mantém reservado sobre seus próximos passos, tanto federais quanto estaduais, fazendo o que chamou de “avaliações do desempenho das secretarias”, a fim de verificar suas deficiências e promover mudanças.

Em âmbito estadual, a demora nas escolhas dá margem a especulações nos bastidores. Dois nomes dados como recomendação certa de Wagner a ministérios de Dilma seriam os de Rui Costa (PT), deputado federal eleito e ex-secretário das Relações Institucionais de Jaques, e de Jorge Solla, atual secretário da Saúde.

O que gera mais polêmica é a possível ida de Solla para o Ministério da Saúde. A medida abriria espaço para a nomeação de Otto Alencar (PR) – ou de alguém de seu grupo –, recém eleito vice-governador de Wagner e desejoso de comandar a Saúde na Bahia.


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