Integrante do rebelado PR, o vice-líder do governo na Câmara, Luciano Castro, resume momento difícil no Congresso

Vice-líder do governo na Câmara, Luciano Castro (PR-RR)
AE
Vice-líder do governo na Câmara, Luciano Castro (PR-RR)
Ainda sob ameaça de rebeliões em diversos partidos da base aliada ( sobretudo no PR e no PMDB ), o governo articula para aprovar hoje, na Câmara dos Deputados, a Lei Geral da Copa . Trata-se do instrumento legal para a realização da Copa da Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo, em 2014, nos termos acordados com a Fifa_entidade máxima do futebol mundial.

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Desde ontem pela manhã, a presidenta Dilma Rousseff , ministros e lideranças no Congresso trabalham juntos para evitar que as insatisfações na base impeçam a votação da proposta cuja maior polêmica é a venda de bebida alcóolica nos estádios de futebol.

A estratégia deu certo. O armistício na base, porém, só valerá para Lei Geral da Copa. “Vota Lei da Copa, depois seja o que Deus quiser”, afirmou ao iG o vice-líder do governo na Câmara, Luciano Castro (PR-RR).

Castro explicou que o seu partido, o PR, deverá se reunir nesta terça-feira em Brasília para tomar uma posição sobre a aliança com o governo Dilma Rousseff. Na semana passada, os sete senadores da legenda decidiram integrar a oposição.

Até então, a bancada da Câmara preferiu declarar-se “independente”. Na prática, contudo, o PR não entregou cargos que detém no segundo escalão. O barulho do partido é para nomear um novo ministro dos Transportes.

Presidente nacional do PR, o senador Alfredo Nascimento foi demitido da pasta em agosto do ano passado. Em seu lugar, assumiu o secretário-executivo Paulo Passos. Apesar de ele ser filiado ao PR, o partido não se vê representado por ele no governo federal.

Além do PR e do PMDB, PTB e até o PSC reclamam de maior participação no governo. Na Câmara, a bancada ruralista ainda pressiona para votar alterações no Código Florestal. O grupo não concorda com o texto aprovado no Senado.

Em entrevista exclusiva ao iG, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que o governo vai querer votar o texto do Senado . Por isso, sobretudo dentro da bancada petista, é dado como certo o adiamento da votação do Código Florestal.

Ontem a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, almoçou com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Os dois concluíram que há condições de votar a Lei Geral da Copa, apesar de algumas divergências existentes até dentro do PT.

“Vamos votar porque se trata de um acordo internacional que o governo tem de cumprir para realizar a Copa do Mundo”, afirmou o deputado Décio Lima (PT-SC).

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