Vicentinho e Paulinho ganham destaque na votação do mínimo

O petista é o relator da proposta do governo de R$ 545 de aumento do salário; o pededista defende a proposta de R$ 560

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Ambos deputados eleitos por São Paulo, Vicente Paulo e Silva, o Vicentinho (PT), e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT), foram os protagonistas no início na sessão de votação do projeto de lei que reajusta o salário mínimo. Enquanto o petista discursava em favor do valor de R$ 545 do governo, o pededista fazia campanha pelos R$ 560.

nullEx-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT, Vicentinho foi escolhido pelo governo para relatar o projeto de lei. Ao expor a proposta na tribuna da Câmara, o deputado lembrou sua vida sindical e ressaltou a participação em greve na região do ABC, em São Paulo, no início da redemocratização.

Ao mesmo tempo, Paulinho, atual presidente da Força Sindical, distribuía um material de propaganda em formato de moeda de R$ 0,50. “Esse é o valor diário que pedimos”, disse. Paulinho rachou a bancada do PDT ao brigar pela aprovação dos R$ 560 e colocou em risco o emprego do ministro Carlos Lupi (Trabalho).

Além de lembrar sua participação no movimento sindical, o deputado Vicentinho fez uma defesa da política de aumento do salário mínimo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Os dois foram fundadores do PT e da CUT. O PSDB defende uma proposta de R$ 600. Tradicional aliado tucano, o DEM luta pelo valor de R$ 560.

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