Vereador denuncia fraudes em Jandira

Vereador entregou ao Ministério Público documento que comprova desmandos administrativos da gestão de Paschoalin

Agência Estado |

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Supersalários, licitações fraudulentas, propina, peculato, formação de cartéis e servidores fantasmas marcaram a gestão Braz Paschoalin (PSDB) - prefeito de Jandira executado a tiros de grosso calibre dia 10 -, segundo relato do vereador Reginaldo Camilo dos Santos, o Zezinho do PT. Na última quinta-feira, o parlamentar entregou ao Ministério Público cópias de 278 contratos que podem comprovar desmandos administrativos.

A promotoria suspeita que a execução de Paschoalin foi decretada por uma organização envolvida em contratos ilícitos para obras, locação de imóveis e fornecimento de produtos e serviços. A polícia prendeu sete envolvidos e acredita estar muito próxima de esclarecer o caso. O ex-secretário municipal de Habitação Wanderlei Lemes de Aquino, preso há 10 dias por ordem judicial , é o principal alvo da investigação. Ele nega desvios de recursos públicos. Seu advogado, o criminalista Mauro Otávio Nacif, sustenta que Aquino não é mandante do crime.

Em depoimento formal aos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade do Ministério Público que investiga corrupção, Zezinho do PT apontou irregularidades em negócios da prefeitura nos últimos dois anos.

Entre os papéis que repassou à promotoria, está uma planilha com dados sobre aquisição de luvas cirúrgicas e seringas e agulhas descartáveis, pela Secretaria Municipal de Saúde, com suposto sobrepreço. A pasta foi dirigida pela médica Anabel Sabatine (PSDB), vice-prefeita que assumiu a cadeira de Paschoalin. Temendo ser a próxima vítima da violência, ela pensou em renunciar, mas foi demovida por aliados. Anabel comandou a Saúde no início da gestão Paschoalin, mas deixou o posto e rompeu com o prefeito ao constatar irregularidades no total de R$ 1,5 milhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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