Verba recebida em conselhos estoura teto de ministros

Oito ministros do Estado recebem salários maiores que o de um ministro do Supremo Tribunal Federal

AE |

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O aumento salarial de 149,5% concedido aos ministros de Estado, desde o dia 1º de fevereiro, criou uma elite de supersalários na Esplanada dos Ministérios. Por acumular vencimentos com jetons - verba paga por participarem de conselhos de empresas estatais ou públicas - suas remunerações acabam furando o teto salarial do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 26.723,13.

É o caso de pelo menos oito ministros de Estado que, além da remuneração pelo teto, engordam seus vencimentos ao terem um assento em conselhos de administração, fiscal ou curador de empresas.

Para tentar pôr um freio na farra dos altos salários, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou projeto de lei que regulamenta o artigo 37 da Constituição. Pelo dispositivo, nenhum servidor público pode ganhar mais que a remuneração de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "Esse dispositivo tem que ser regulamentado. Não é certo isso: ganhar no teto e ganhar do Conselho e isso não estar limitado", afirma Gleisi.

O projeto não exclui o marido da senadora, ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que ocupa hoje três conselhos de administração de empresas: Itaipu, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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