"Vamos de 7%, mesmo com derrota", diz Vaccarezza

Líder governista descarta voltar a 6,14% de reajuste a aposentados e diz que votação acontece esta semana "faça chuva ou faça sol"

Fred Raposo, iG Brasília |

Em tom de conformidade, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse nesta terça-feira que apresentará proposta de reajuste de 7% aos aposentados "mesmo que seja derrotado". Relator da MP 475, Vaccarezza afirmou que a votação da proposta, inicialmente marcada para amanhã, pode acontecer ainda esta tarde.

"Se tiver pressão, faremos a votação nesta terça-feira. Vamos de 7%, mesmo que sejamos derrotados. Faça chuva ou faça sol, nós vamos votar (o reajuste) esta semana", disse o líder petista, refletindo o grau de urgência entre os parlamentares pela votação da MP. Até ontem à noite, o deputado cogitava manter o texto original da medida provisória, que prevê reajuste de 6,14%.

Após acompanhar sessão solene em homenagem ao vice-presidente José Alencar, que contou com a presença da candidata do PT à presidência, ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, Vaccarezza seguiu para almoço na casa do líder do PP, deputado João Pizzollati (SC). É uma última cartada para obter apoio de lideranças aliadas - que, na contramão do governo, defendem aumento de 7,7% - e evitar a derrota do governo.

Vaccarezza descartou também a proposta de reajuste escalonado, que previa aumento de 7,7% para aposentados que ganham até três salários mínimos, e de 6,14% para os que recebem mais do que três salários mínimos. "Parece que, pela Constituição, não é legal". O deputado criticou ainda parlamentares da base que apóiam o reajuste de 7,7%. Ele argumenta que esses deputados se apóiam, em ano eleitoral, na "aprovação" do presidente Luiz Inácio da Silva para conseguir aprovar a medida provisória.

"Eles dizem: 'o Lula está bem aprovado, então eu aprovo o que quiser e depois o Lula veta. Porque o Lula pode vetar e o povo entende, mas eu não posso'. Ora, não é correto que, a seis meses da eleição, o Congresso seja pautado pela demagogia e pelo eleitoralismo", concluiu.

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