Vaccarezza desiste da disputa e Maia deve presidir Câmara

Líder do governo perdeu força após o deputado Arlindo Chinaglia retirar sua candidatura e anunciar o apoio a Maia

Ricardo Galhardo, iG São Paulo, e Severino Motta, iG Brasília |

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), desistiu da disputa pela presidência da Casa. A decisão foi tomada após Arlindo Chinaglia (PT-SP), que também havia se colocado na disputa, abrir mão de concorrer e optar pelo apoio ao atual presidente em exercício da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

nullCom a decisão, Maia deve seguir no cargo no ano que vem, já que um acordo selado com o PMDB assegurou um rodízio para o comando da Casa. O PT ficou com a presidência no primeiro biênio da nova Legislatura e o partido aliado deve comandar a Casa nos dois anos seguintes. O provável é que Maia, uma vez confirmado, seja sucedido no cargo pelo líder do PMDB Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Chinaglia abriu mão de disputar a presidência da Câmara após o PT passar boa parte desta terça-feira tentando selar um acordo e evitar um racha na bancada. Iniciada hoje pela manhã, a reunião foi interrompida devido à dificuldade de diálogo e retomada na parte da tarde. O plano dos deputados era evitar a qualquer custo que a decisão ocorresse no voto.

No início da noite, logo antes de comunicar à bancada sua desistência, Vaccarezza ainda evitava dizer abertamente à imprensa que optou por deixar a corrida. Em seguida, reunido em uma das salas que abrigam comissões da Câmara, os jornalistas conseguiam ouvir pela porta o discurso do parlamentar. Vaccarezza disse ter desistido para evitar o acirramento da disputa interna.

Vaccarezza é ligado à corrente petista Novo Rumo, que desde a última eleição interna da sigla vem se articulando com o grupo majoritário Construindo um Novo Brasil (CNB).

Maia, por sua vez, faz parte da da ala majoritária do partido. Um grupo de pelo menos 15 dos cerca de 50 deputados que integram o CNB já havia sinalizado ao longo das últimas semanas a intenção de apoiar Maia ou Chinaglia, embora Vaccarezza trabalhasse há pelo menos um ano para se viabilizar no cargo.

O grupo Mensagem ao Partido, segunda maior corrente interna, atuou como uma espécie de fiel da balança. Com 24 deputados, a Mensagem havia fechado um acordo com Vacarezza em troca da indicação de Paulo Teixeira (PT-SP) para líder do partido na Câmara. Desde ontem, no entanto, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, principal líder da Mensagem, passou a jogar a favor do gaúcho Maia.

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