Um faixa preta de Jiu-Jitsu no STF

Primeiro colocado no concurso do MP e da Magistratura, Luiz Fux assume cadeira de Eros Grau e deve ficar 13 anos no STF

Severino Motta, iG Brasília |

AE
O novo ministro do STF, Luiz Fux
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Fux, é conhecido por hábitos que nem sempre remetem à figura de um magistrado. Acessível, fácil no trato, toca guitarra, já teve banda de rock, surfou e chegou à faixa preta de Jiu-Jitsu, arte marcial que ainda pratica esporadicamente. Ele, que passou 18 anos no Ministério Público antes de seguir para a magistratura, é o homem que vai definir a validade da Lei da Ficha Limpa ao assumir a cadeira de Eros Grau no Supremo Tribunal Federal (STF). 

O estudante de direito surfista, vocalista e guitarrista da banda dos anos 1970, The Five Tunders, iniciou sua carreira advogando para a Shell do Brasil. Passou em primeiro lugar no processo seletivo da empresa. Foi também o primeiro colocado nos concursos que prestou para ingressar no Ministério Público e na Justiça do Rio de Janeiro.

É um homem metódico e disciplinado. Acorda às 5 horas da manhã, trabalha até às 9 horas e inicia seu trabalho físico. Corre por uma hora, faz musculação em aparelhos da sua casa e segue para o STJ, onde passa o resto do dia e julga uma média de 1,4 mil processos por mês.

O futuro ministro do Supremo busca dormir cedo e adotou uma alimentação saudável, mas nem por isso abre mão de fins de semana fora da dieta e de uma dose de uísque. Bebida que, mesmo nos tempos da moda do vinho, lhe é a preferida.

Professor da Universidade federal do Rio de Janeiro, Fux coleciona medalhas e livros escritos. Já foi condecorado pelo Exército, Ministério Público e ganhou até mesmo o Troféu Raça Negra. Na literatura tem um prêmio Jaboti da área de Direito. Com 57 anos, vai ficar por 13 no Supremo, quando terá de se aposentar compulsoriamente.

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