TVs argentinas transmitem posse de Dilma ao vivo

Imprensa ressalta presença feminina no governo, popularidade de Lula e ausência de Cristina Kirchner na cerimônia

iG São Paulo |

As principais emissoras de TV da Argentina transmitem ao vivo a cerimônia de posse da presidenta Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente, Michel Temer (PMDB). A cobertura destaca o fato de Dilma ser a primeira mulher presidente do Brasil e o elevado índice de popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os sites dos jornais argentinos, que não circulam neste sábado, também destacam a despedida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a posse de sua sucessora. Na página do "Clarín", diário de maior circulação na Argentina, a manchete diz: "Lula se vai, chega Dilma".

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Site do jornal "Clarín" dá destaque à despedida de Lula e à posse de Dilma

O "Clarín" publicou um perfil de Dilma, no qual afirma que "a aposta na continuidade das políticas econômicas, baseadas em uma ampliação do consumo doméstico e na promoção de obras públicas, que geram atividade industrial e postos de trabalho, é o que explica que uma ex-ministra de Lula, quase sem trajetória política, tenha vencido as eleições presidenciais".

"Dilma Rousseff construiu sua candidatura com base nos êxitos de seu padrinho político, o presidente Lula", acrescentou o jornal.

O site do "La Nación" deu destaque às "mulheres protagonistas na posse de Dilma" em uma reportagem sobre as convidadas para a cerimônia. "Como primeira presidente mulher da história do Brasil, Dilma terá várias outras mulheres como protagonistas, entre elas, a filha da governante, Paula, e 11 ex-militantes de esquerda que foram companheiras de cadeia da presidente nos anos 70", diz a reportagem.

O "La Nación" diz ainda que a presença feminina também será forte na festa popular programada para celebrar o início do novo governo, com participação das artistas Elba Ramalho, Mart'nalia, Fernanda Takai, Zelia Duncan e Gabi Amarantos. O jornal pondera, no entanto, que Rousseff não cumpriu a meta de entregar às mulheres um terço dos ministérios. Dos 37, somente nove serão comandados por mulheres.

O site do jornal "Perfil", que circula somente nos finais de semana, destacou a ausência da presidente argentina, Cristina Kirchner, na posse de Dilma. O governo do país será representado pelo chanceler Héctor Timerman, após Cristina alegar motivos pessoais para não viajar à Brasília - seu marido, Néstor Kirchner, morreu em outubro.

O "El Argentino" publicou um comentário do chanceler Héctor Timerman sobre a chegada de Dilma ao poder: "é uma demonstração de aprofundamento dos processos democráticos".

O site do jornal "Infobae" destacou a popularidade do presidente Lula no final de governo. A reportagem diz que Dilma "receberá o cargo das mãos do mandatário mais popular da história do Brasil".

Com AE

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