TSE cancela sessão por causa de atentado em Sergipe

Polícia sergipana está mobilizada para prender os autores do ataque e fecha todas as saídas da capital

Agência Estado |

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, cancelou a sessão extraordinária de julgamentos que havia sido convocada para hoje à noite. O motivo foi o incidente com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), Luiz Antônio Araújo Mendonça, que saiu ferido de um atentado a tiros na manhã de hoje.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) informou que Mendonça foi atingido apenas por fragmentos de projéteis. Mas a Polícia Militar (PM) anunciou que ele foi ferido no ombro e levado para o hospital. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o carro que conduzia o juiz foi atingido por tiros disparados por quatro homens quando parou num sinal vermelho da avenida litorânea em Aracaju.

De acordo com a pasta, o motorista do presidente do TRE-SE, cabo da PM Jailton Pereira Batista, de 41 anos, foi atingido na cabeça e está internado em estado grave, com risco de morte. Ele foi encaminhado para o Hospital de Urgência para uma cirurgia e transferido para um hospital particular, onde passa por uma tomografia.

Toda a polícia sergipana está mobilizada para prender os autores do ataque e as saídas de Aracaju foram todas fechadas pela PM e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Minutos depois do atentado, os quatro suspeitos atearam fogo num veículo no bairro Jardins. Depois, segundo testemunhas, fugiram num carro de placa não anotada.

O presidente do TSE convocou sessões extraordinárias de julgamento para as quartas-feiras a fim de acelerar os trabalhos do tribunal no período eleitoral. Há centenas de processos relativos a registros de candidatura e representações eleitorais aguardando análise do colegiado que, normalmente, se reúne às terças e quintas-feiras. Constava da pauta de hoje o processo de prestação de contas de Geraldo Alckmin (PSDB), relativo à campanha presidencial de 2006. O relator, ministro Félix Fischer, recomendou a rejeição das contas.

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