Trabalho escravo no Pará

Ministério Público, ONGs e Universidade Federal debatem o trabalho escravo no Estado

Pollyana Bastos, iG Pará |

As regiões Sul e Sudeste do Pará registram os maiores índices de trabalho escravo do país. Na tentativa de reverter esta situação histórica, o Ministério Público Federal (MPF), em parceria com órgãos que atuam no combate a este tipo de crime, Organizações Não-governamentais (ONGs) e a Universidade Federal do Pará vão discutir o tema.

A discussão será feita em um seminário no município de Marabá, no Sudeste do estado, onde as denúncias de trabalho escravo são frequentes. Em pouco mais de duas décadas do MPF entrou com 247 ações contra casos de trabalhadores em situação de escravidão apenas neste município. Em todo o Pará, o número de vítimas resgatadas durante esses anos de trabalho passa dos 11 mil.

Desde o início deste ano, as denúncias de trabalho escravo já apontaram 377 trabalhadores nestas condições. No ano passado foram 1.657. As estatísticas do Ministério Público do Trabalho revelam um quadro alarmante de centenas de trabalhadores, adultos e crianças, descobertos todos os anos submetidos às condições desumanas de trabalho.

O objetivo do seminário é sensibilizar os operadores do direito e estudantes sobre importância do combate a este crime.

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