Todo grupo tem gente que não presta, diz ex-presidente da Funasa

Eleito deputado, Danilo Forte rebate denúncias sobre desvios na entidade, que esteve sob comando do PMDB nos últimos anos

iG Brasília |

Ex-presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o deputado federal eleito Danilo Forte (PMDB-CE) rebateu na tarde desta segunda-feira a notícia de que auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) teriam apontado um desvio de R$ 488,5 milhões na entidade no período em que ele comandou o órgão vinculado ao Ministério da Saúde (2007-2010).

Por telefone, Forte afirmou que suas contas “foram todas aprovadas” e que não lhe pediram “para devolver um bombom sequer”. O desvio foi revelado por reportagem do jornal Folha de S. Paulo hoje. O deputado eleito disse que ele mesmo encaminhou auditorias à CGU. Afirmou ainda que a maior parte dos problemas ocorreu em convênios com prefeituras. Reconheceu, no entanto, que pode haver funcionários na Funasa que cometeram irregularidades.

“Em todo grupo social tem gente que presta e gente que não presta. Na Igreja, tem padre decente e padre que peca. No prostíbulo, você pode encontrar prostituta decente e prostituta desqualificada”, disse Forte. “Num órgão do tamanho da Funasa que vai do Acre ao Rio Grande do Sul, você não vai deixar de ter dificuldades. O que tem de ser fazer é ter acompanhamento e punir aqueles que, por ventura, tenham tido desvio de conduta. E isso nós fizemos”, completou.

Para Forte, as investigações da CGU são antigas e vieram à tona neste momento por conta disputa de cargos de segundo escalão. Desde 2005, a Funasa é comandada pelo PMDB. O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que integra os quadros do PT, tentou nomear um novo presidente, mas a bancada peemedebista pressiona para manter o cargo.

O atual presidente da entidade, Faustino Lins, é ligado a Danilo Forte. “Não defendo a manutenção de Faustino lá, mas não podemos dizer que ele é um mau técnico. Um novo nome tem de ser construindo com o ministro”, disse. Sobre as denúncias resume: “É política, meu filho. É briga por espaço. Isso no Brasil está ficando comum”.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou que a Presidência da Funasa "é um espaço composto por uma indicação técnica da bancada do PMDB". "O Faustino está lá 15 anos e faz um bom trabalho. Se o ministro Padilha quiser substituir, vamos conversar e decidir. Esse é um governo de coalização.

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