Irmã de Ceci Cunha diz ter ouvido 'a deputada é esta' durante crime

Testemunha do assassinato da irmã narra como conseguiu escapar de atiradores e reconhece funcionário de suplente acusado

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O julgamento dos acusados do assassinato da deputada alagoana Josefa Santos Cunha, conhecida como Ceci Cunha, e de três familiares - o marido, Juvenal Cunha, a sogra, Átala Neyde Maranhão Pureza e o cunhado, Iran Carlos Maranhão -, crime que ficou conhecido como Chacina da Gruta , que teve início na manhã de hoje, entrou em recesso para almoço às 15h50, depois de os jurados ouvirem três testemunhas de acusação e três de defesa.

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No mês passado, parlamentares realizaram homenagem à deputada assassinada na Câmara dos Deputados

São acusados do crime o ex-deputado federal Talvane Luiz Cunha de Albuquerque Neto, apontado pelo Ministério Público Federal como o mandante, e quatro de seus assessores e seguranças, Alécio César Alves Vasco, Jadielson Barbosa da Silva, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, que seriam os executores.

Segundo o MPF, Talvane Albuquerque teria mandado matar Ceci Cunha para herdar dela o mandato na Câmara dos Deputados. Integrantes da mesma coligação - ela do PSDB e ele do então PFL (atual DEM) - os dois deputados disputavam a reeleição. Ceci, com 54.968 votos, foi a terceira mais votada da coligação, mas Albuquerque, que obteve 24.609 votos, acabou como o décimo mais votado, correspondente ao posto de primeiro suplente naquela eleição.

A primeira testemunha de acusação, a irmã de Ceci e sobrevivente do crime Claudinete Santos Maranhão, de 41 anos, contou ao juiz federal André Luís Maia Tobias Granja como ocorreu a chacina, relatou ter ouvido de um dos assassinos a frase "a deputada é esta", narrou como conseguiu escapar dos atiradores e reconheceu um dos acusados, Jadielson.

A segunda foi o soldado reformado da Polícia Militar José Jorge Farias de Melo, que contou ter sido contratado, por um homem, chamado Maurício Guedes e conhecido como Chapéu de Couro, supostamente a mando de Talvane, para assassinar outro deputado, Augusto Farias. O crime teria dado errado por Farias ter descoberto o plano e Talvane, então, teria decidido matar Ceci Cunha. A terceira testemunha de acusação foi José Luiz dos Santos, porteiro do condomínio onde mora Talvane Albuquerque. Ele contou que os outros acusados costumavam visitar o então deputado.

As testemunhas de defesa, Edmilson Gomes de Novaes (ouvido por videoconferência), Aloísio Mendes de Souza e José Roberto Souza Veras, relataram ter visto ou encontrado um dos acusados, José Alexandre dos Santos, conhecido como José Piaba, em uma praça do município de Arapiraca, na região metropolitana de Maceió, no horário aproximado do crime. O julgamento teve reinício às 16h30 e deve seguir com os depoimentos de testemunhas até o fim do dia. A expectativa é que as oitivas sejam concluídas por volta da meia-noite. O juiz André Luís Granja estima que o julgamento seja concluído na madrugada de quinta-feira.

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