Terceirizados do Ministério da Fazenda fazem greve

Responsável no Ministério alega erro administrativo e empresa terceirizada diz não conseguir cumprir com reajuste da categoria

Agência Brasil |

Empregados terceirizados da empresa Visual, responsável pela limpeza e conservação do Ministério da Fazenda em Brasília, anunciaram que estão em greve. Os motivos alegados são recebimento parcial de salário (receberam R$ 300 de R$ 561) e a falta de vales alimentação e transporte. De acordo com os servidores, a Visual alegou que a culpa pelo atraso ocorreu porque o Ministério da Fazenda não repassou os recursos referentes aos serviços prestados.

A responsável pelo contrato com a empresa no Ministério da Fazenda, Renata Simas, alegou que, por motivos de ausência, não foi possível enviar a fatura atualizada ao Ministério, o que impediu a liberação da verba destinada à Visual para o pagamento dos empregados.

“Semana passada eu estava em um curso. E o substituto acabou não atestando a nota. Eu atestei a nota ontem. Mas também estava faltando uma planilha que eles deveriam ter mandado e só foi entregue ontem. Então, só atestei ontem”, justificou Renata.

Renata Simas informou ainda que hoje, desde cedo, tem procurado a empresa para resolver a questão e aplicar uma multa que, segundo ela, pode chegar a R$ 100 mil pelo descumprimento do pagamento aos funcionários. “Tentamos entrar em contato com a empresa para marcar uma reunião o mais breve possível. Já estamos com as penalidades em mãos para eles”, disse. “Eles têm que ter capital de giro para pagar os funcionários”, completou.

A Visual explicou que tem encontrado dificuldade para repactuar o contrato de prestação de serviços com o Ministério da Fazenda já que houve aumento de custo devido ao reajuste de salário da categoria em abril, que passou de R$ 510 para R$ 561.

O representante da empresa, Hebert de Ávila, explicou que houve ainda um reajuste de 64% no valor do vale-refeição na data-base da categoria e que isso provocou um impacto de aproximadamente R$ 50 mil a mais para a empresa. Enquanto a situação não é resolvida, os empregados da Visual continuam com as atividades paralisadas.

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