‘Temos que dar resposta pontual’, diz ministro sobre greve de PMs

Gilberto Carvalho afirmou ter informação sobre “movimento” grevista em diversos Estados e que governos estaduais serão alertados

Fred Raposo, iG Brasília |

nullO ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) disse esta noite que o governo detectou um “movimento” de greve de policiais em diversos estados e que é preciso dar uma “resposta pontual” à crise.

“Efetivamente temos informação de que há, no Rio, por exemplo, um processo, em Alagoas e em vários estados há um movimento. Nós estamos acompanhando e temos que dar resposta pontual”, disse Carvalho.

“Não podemos ver fantasmas, temos que ver os fatos tais quais estão acontecendo e tentar em cada lugar alertar os governos estaduais para esse processo que está havendo”, acrescentou.

A greve por reajuste salarial dos policiais militares na Bahia já dura nove dias . Mas há risco de que o protesto se alastre por pelo menos nove Estados . As associações de soldados e cabos reivindicam que o Congresso Nacional desengavete tramitação da chamada PEC 300, que estabelece o piso salarial nacional para policiais militares.

Um dos pontos que vem travando as negociações na Bahia é que os grevistas querem que o governo casse o mandado de prisão expedido para 12 policiais envolvidos no protesto. Questionado sobre o assunto, Carvalho disse que o tema está sendo tratado pelo governo da Bahia.

“Essa questão não está em discussão no governo federal”, assinala o ministro. “É uma discussão do governo da Bahia que temos que respeitar. Estamos acompanhando com preocupação e com muita confiança de que num dado momento nós vamos conseguir resolver essa questão”.

Carvalho elogiou ainda o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e disse que as negociações vêm sendo feitas “com muito respeito”. “O governador Jaques Wagner agiu com muita maturidade. E, se de um lado é muito importante ouvirmos os movimentos reivindicatórios, por outro lado há regras que tem que ser cumpridas. Não podemos transigir uma legalidade”.

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