Temer vira bombeiro da crise no PMDB da Câmara

Setores do partido reclamam da atuação do líder Henrique Eduardo Alves e criticam indicação de Eduardo Cunha em comissão

Adriano Ceolin, iG Brasília |

AE
Setores do PMDB querem que Temer resolva crise na bancada
A Vice-Presidência da República irá sediar hoje à noite uma reunião cujo objetivo é resolver uma briga entre os deputados do PMDB da Câmara. Presidente nacional licenciado do partido, o vice Michel Temer terá de mediar os desentendimentos de setores da bancada com o líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

A principal celeuma envolve a indicação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a vaga de relator da Comissão Especial do novo Código de Processo Civil. Com o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), setores da bancada criticaram a escolha de Cunha para compor a comissão. O deputado do Rio de Janeiro contratou com texto publicado no seu site:

“Agora, que eu saiba, Danilo Forte não é líder. Ele não tem poder de vetar e tem o direito a não ser vetado por ninguém. Na Funasa, ele mandava e desmandava à revelia do ministro naquela época”, escreveu Cunha, referindo-se ao período em que Forte foi presidiu a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entre 2005 e 2007.

Em seguida, Cunha lembrou que a gestão de Danilo na Funasa foi alvo de denúncias . “Como já falei em outras ocasiões, defendi-o de denúncias. O líder também o defendeu e, por conta disso, quase rompeu com o ministro. Não conheço o destino das suas denúncias e não prejulgo ninguém. Não sou dissimulado e não faço política desse jeito”, disse.

A reunião na Vice-Presidência será realizada a pedido do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). “Vamos dizer que as decisões da bancada não podem ficar concentradas nas mãos de três ou quatro pessoas. Basicamente com só com o Henrique e com o Eduardo Cunha”, disse Vieira Lima, que é irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).

Danilo Forte citou que há 35 dos 79 parlamentares do PMDB insatisfeitos com Cunha e Alves na bancada. “Mas a reunião com Temer não é contra ninguém. Queremos é que as coisas sejam mais democráticas dentro da bancada”, disse. “Sobre a indicação do Eduardo Cunha na comissão, a reclamação é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que prefere alguém da área juridica”, completou.

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