Temer quer maioria do PMDB-SP na aliança governista

O presidente nacional do PMDB pretende "trazer para a aliança nacional a maioria do partido em São Paulo

iG São Paulo |

O presidente nacional do PMDB e da Câmara dos Deputados, Michel Temer, afirmou hoje que pretende "trazer para a aliança nacional (com o PT) a maioria do partido em São Paulo", o que significaria apoiar as candidaturas de Dilma Rousseff à Presidência da República e do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo paulista. A posição de Temer é contrária à do presidente estadual do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, que defende o apoio ao PSDB, representado pelos pré-candidatos José Serra e Geraldo Alckmin. Quércia, inclusive, já teve o nome lançado como pré-candidato ao Senado por essa coalizão tucana.

Apesar de admitir que há possibilidade de intervenção no diretório do PMDB paulista, Temer afastou uma ação deste gênero. "(A intervenção) não é tradição do PMDB. O que nós vamos fazer é trazer para a aliança (com o PT) a maior parte do PMDB de São Paulo e acho isso viável. Sinto que há uma possibilidade grande do apoio de prefeitos, lideranças e delegados" afirmou o deputado e nome mais cotado na legenda para ser o vice de Dilma na disputa presidencial.

Temer, que visita a Agrishow, feira de equipamentos agrícolas em Ribeirão Preto (SP), comentou as negociações entre PMDB e o PT nas disputas de outros Estados. Em Pernambuco, o presidente nacional do PMDB considerou que não há possibilidade de acordo entre os dois partidos. Naquele Estado, o PMDB deve indicar o senador Jarbas Vasconcelos, com o apoio do DEM e do PSDB, e o PT deve apoiar o atual governador Eduardo Campos (PSB). "Não vemos isso em Santa Catarina e no Paraná, onde teremos um acordo", disse.

Já em Minas Gerais, Temer avaliou que uma decisão sairá na próxima semana e que caminha para uma chapa com o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB), com o candidato a vice do PT. Temer avaliou ainda que os embates no Pará, entre Ana Júlia Carepa (PT) e Jader Barbalho (PMDB), e na Bahia, entre Jaques Wagner (PT) e Geddel Vieira de Lima (PMDB), deverão ao menos dar palanques duplos para Dilma.

Já em Mato Grosso do Sul, onde o governador André Puccinelli (PMDB) ameaça apoiar o tucano José Serra (PSDB) à Presidência, caso o governo e o partido fomentem um palanque duplo com seu inimigo e ex-governador Zeca do PT, Temer acredita em uma solução inusitada: a ausência de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral. "A tese é o palanque duplo ao inverso; se a Dilma e o Lula não forem a Mato Grosso do Sul, quem sabe o André Puccinelli faz a campanha dele por conta própria, sem dar palanque para ninguém", avaliou.

Temer afirmou ainda que o PMDB irá trazer o equilíbrio para a aliança com o PT, inclusive com uma posição moderada na elaboração do plano de governo. "O PT tem seu plano de governo, o PMDB trabalha num plano que será mais moderado; vamos juntar os dois e o PMDB fará o papel de equilíbrio da coalizão", disse.

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