Temer elogia Palocci, mas desconversa sobre risco de saída

Ex-presidente diz que não cabe a ele dizer a Dilma o que deve ser feito diante da crise em torno do chefe da Casa Civil

AE |

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O vice-presidente da República, Michel Temer, classificou de satisfatória e convincente a entrevista que o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, concedeu ontem à TV Globo, rompendo o silêncio após 20 dias de crise gerada a partir de suspeitas sobre sua rápida evolução patrimonial. "Ele veio à público dizer o que tinha de dizer, acho que ele foi muito convincente e teve muita lealdade profissional com seus clientes e com aqueles que serviu", disse Temer, numa referência ao fato de Palocci não ter revelado o nome de seus clientes nem sua renda na entrevista.

Temer, que também é presidente licenciado do PMDB, disse que as explicações do ministro-chefe da Casa Civil, foram suficientes. "Considerei útil as explicações que deu à TV ( Globo ) e a jornais ( entrevista que concedeu à Folha de S.Paulo )", disse o vice-presidente, na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde participa de campanha de filiação do PMDB. Entre os novos filiados, está o deputado federal Gabriel Chalita.

Questionado se o ministro Palocci permanece à frente da Casa Civil, Michel Temer tergiversou: "A presidente Dilma dispõe de todos os cargos e não devo ser eu a dizer o que deve ser feito". Em seguida, emendou: "Não sei se há possibilidade de troca, sei que a presidente tem muita confiança nele. Confiamos no desempenho dele e nos princípios administrativos que ele tem. Palocci colabora muitíssimo com o governo federal."

Chalita

Gabriel Chalita, que formaliza hoje sua entrada no PMDB (ele já foi filiado ao PSDB e PSB), confirmou que é pré-candidato peemedebista à Prefeitura de São Paulo, nas próximas eleições. "São Paulo é uma cidade gigante, em problemas, mas também em possibilidades", disse ele. O presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi, que também participa do evento na Assembleia, disse que um dos grandes desafios para as eleições municipais de 2012 é repetir em São Paulo a aliança vitoriosa que PMDB e PT têm no âmbito nacional.

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