Temer descarta proposta de antecipar recesso branco

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), descartou a proposta de antecipar o recesso branco para 10 de junho na Câmara

iG São Paulo |

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), descartou a proposta de antecipar o recesso branco para o dia 10 de junho na Câmara, como defendeu ontem o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Com a dificuldade do governo em controlar a base nas votações e depois das derrotas durante a aprovação da medida provisória dos aposentados, Vaccarezza argumentou que, no mês de junho, haverá as convenções partidárias e a Copa do Mundo, provocando a ausência de grande parte dos deputados em Brasília. 

"Compreendo as razões do líder Vaccarezza, ele atentou para uma realidade muito patriótica, que é a questão da Copa do Mundo, mas é absolutamente inviável. Vamos trabalhar regularmente até o recesso formal, que é em metade de julho. Eu acho que não tem condições para discutir esse assunto", afirmou Temer, ao chegar à Câmara. 

À tarde, o presidente da Câmara reúne os líderes partidários para definir a pauta de votações até o recesso. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, participarão de parte da reunião. Os tribunais patrocinam um projeto de reestruturação da carreira do Judiciário, com um aumento salarial em torno de 56% embutido na proposta, cujo custo é estimado em R$ 6,4 bilhões. 

Segundo Temer, o presidente do STF irá a reunião em uma visita de cortesia. "Nem sei se vai pedir isso (votação do projeto). Já falaram comigo dessa preocupação, porque os funcionários do Judiciário estão entrando em greve. Há esta preocupação, e nós vamos examinar com cuidado essa questão", disse Temer. 

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que não há caixa no governo para pagar esse reajuste pretendido pelo Judiciário. O ministro criticou o que chamou de "verdadeiro surto de votações" no Congresso de projetos que não se sustentam do ponto de vista orçamentário. "Compreendo as razões e vamos examinar o que é possível fazer. Claro que o Congresso não pode aumentar gastos inutilmente, mas a vontade do Congresso vai ter que se manifestar em determinado momento. Mas eu tenho a impressão que neste período não há mais condição para aumentos", afirmou Temer. 

O líder Vaccarezza tenta barrar a votação desse projeto antes das eleições. Para o governo, afirmou o líder, a prioridade no semestre é aprovar os projetos do marco regulatório do pré-sal, em votação no Senado, mas que poderá voltar à Câmara em caso de modificação pelos senadores; sete medidas provisórias; o projeto que trata da internet nas escolas públicas; o projeto do tratado da União de Nações Sul-Americanas (Unasul); e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

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