Tarso busca crescimento para coalizão no Rio Grande do Sul

Além dos partidos que estiveram juntos na campanha, governador eleito quer achar espaço para PDT, PP e PTB

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre |

No início da campanha para o governo do Rio Grande do Sul, o ex-governador Alceu Collares contrariou seu partido, o PDT, para apoiar a candidatura de Tarso Genro (PT). A revolta foi grande entre os líderes do PDT, que indicara Pompeo de Mattos como vice do principal adversário de Tarso, José Fogaça (PMDB). Agora, passado o pleito, a intenção de ambos os lados é que os pedetistas participem do novo governo. As relações recentes do PT com o PDT, porém, mostram que o caminho para uma conciliação completa não é simples.

Já em seu discurso de comemoração da vitória, Tarso disse que gostaria de ver os trabalhistas em seu governo. Após resistências iniciais, o PDT aproximou-se, mas, desde lá, a disputa por espaço tornou-se ferrenha. Tarso sugeria daqui, vinha outra sugestão de lá. As negociações andavam devagar, mas andavam.

No dia 4 de novembro, quando o convite para o partido integrar o governo foi oficializado, o deputado estadual e recém-eleito deputado federal Giovani Cherini (PDT) falou em ter para seu partido as secretarias da Saúde, da Agricultura, da Administração e dos Esportes. O PT sinalizou com apenas uma entre as duas primeiras, além de mais uma secretaria melhor. Agora, a proposta do PDT é Saúde, Agricultura e uma estatal. O Estado vai, assim, sendo negociado, e até o dia 22 os trabalhistas devem anunciar se participarão dessa divisão ou se irão se manter na oposição.

Forte no governo Yeda, PP também pode participar
No último ano do governo de Yeda Crusius, do PSDB, o PP ocupou o cargo mais importante, a Casa Civil, com Otomar Vivan. Na campanha eleitoral, apoiou o PSDB defendendo a reeleição da governadora, estando próximo, inclusive, de indicar o candidato a vice – o que acabou não se confirmando. Agora, há fortes indicações de que o PP irá mesmo participar do governo de Tarso.

O deputado Pedro Westphalen, uma das principais lideranças estaduais do partido e ex-líder do governo Yeda, está na Europa, onde conversaria nesta quarta-feira com o governador eleito. Westphalen afirma que algumas entidades estariam pressionando pelo seu nome para a pasta da saúde, e que as tratativas para a participação do PP devem avançar nos próximos dias. O deputado Mano Changes é outro nome do PP que tem proximidade com Tarso, e pode ocupar alguma secretaria a partir de 2011.

O PTB, que também não esteve com o PT no primeiro turno, quando preferiu não apoiar nenhum candidato, também terá espaço no governo de Tarso Genro. Luis Augusto Lara será o secretário do Trabalho, e o partido deve ficar ainda com outras secretarias.

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