Supremo nega liminar a procurador-geral do DF

Gilmar Mendes negou o pedido de liminar feito ontem por Leonardo Bandarra, investigado por suposto envolvimento na mensalão do DF

iG São Paulo |

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar feito ontem pelo procurador-geral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, contra a investigação que sofre pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por suposto envolvimento no esquema do "mensalão do DEM". Para Mendes, a alegação de Bandarra de que seu direito de defesa foi cerceado não procede. 

Bandarra argumentou que, para se defender, não teve acesso a todos os documentos usados na sindicância da Corregedoria do MP do DF que apontou indícios de ligação dele com o esquema de corrupção na gestão do ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM). O chefe do MP do DF pediu ao STF acesso a informações consideradas sigilosas que teriam sido usadas pela sindicância. Em sua decisão, Gilmar Mendes afirma que Bandarra recebeu a íntegra das sindicâncias e que, por enquanto, não há elementos para afirmar que os dados sigilosos serão usados contra ele.

Na terça-feira, o CNMP impôs outra derrota a Bandarra ao suspender uma portaria em que ele determinava exame para averiguar sanidade mental da promotora Deborah Guerner. Segundo as investigações, Bandarra é suspeito de ser "parceiro" de Deborah nas irregularidades. O pedido de exame foi considerado por alguns conselheiros como uma manobra dele para aposentar a colega por invalidez e, assim, abafar as investigações que poderiam atingi-lo. 

Há 15 dias o CNMP abriu uma investigação contra Bandarra e Deborah Guerner. O chefe do MP poderá ser afastado do cargo em reunião marcada para o dia 7 de junho. Com o recurso ao STF, Bandarra tenta ganhar tempo para impedir que o Conselho Nacional o afaste em junho. Seu mandato de procurador-geral termina na primeira semana de julho. 

O nome de Bandarra apareceu no episódio do "mensalão do DEM" em depoimento de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF e delator do esquema de corrupção em Brasília. Segundo Durval, Deborah Guerner negociou propina em nome de Bandarra para o MP não incomodar a gestão de Arruda. Bandarra nega as acusações e atribuiu a suspeita a suposta vingança de Barbosa por denúncias feitas contra ele pelo MP do DF.

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