Supremo adia decisão sobre poder de investigação do CNJ

Corte iniciou hoje debate sobre direitos do órgão de investigar magistrados suspeitos de corrupção

iG São Paulo |

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão sobre a polêmica sobre o poder de fiscalização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) . A Corte analisa se o órgão tem a prerrogativa de investigar juízes ou se deve aguardar o andamento de processos em corregedorias regionais e deve voltar a se reunir amanhã para dar continuidade às discussões.

Pauta:
STF julga ação que questiona poderes do CNJ nesta tarde
Discurso: Peluso diz que Judiciário se tornou alvo de 'pressões impróprias'
Polêmica: Órgãos de controle do Judiciário correm o risco de virar 'decorativos'
Divisão: Decisão sobre poderes do CNJ provoca racha no Supremo

AE
Julgamento iniciado hoje contou com a formação completa do STF
O julgamento aberto nesta quarta-feira ocorre após a Procuradoria Geral da República arquivar um pedido de investigação aberto contra a corregedora Eliana Calmon, pivô da crise que atinge o CNJ. Hoje, antes da sessão que discutiria a crise no CNJ, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, aproveitou seu discurso na abertura do ano do Judiciário para negar que haja uma ação para esvaziar os poderes do CNJ e apontou a existência de "pressões impróprias" lançadas sobre o Judiciário .

A Corte mostra-se dividida em relação aos poderes de investigação do conselho. Agora com sua formação completa, a expectativa é de que os votos das ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber sejam decisivos para uma definição.

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