STJ nega pedido de liberdade para Carlos Cachoeira

Acusado de chefiar quadrilha de jogos ilegais que envolveria políticos está preso desde fevereiro em Mossoró (RN)

iG São Paulo |

O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quinta-feira (12) o pedido de habeas corpus para o bicheiro Carlos Cachoeira. O contraventor está preso desde 29 de fevereiro , acusado de chefiar uma quadrilha de máquinas de caça-níqueis, durante a Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal.

Agora o acusado terá de aguardar o julgamento do habeas corpus em decisão conjunta dos ministros da Quinta Turma do STJ.

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AE
Alvo de operação da PF contra jogos ilegais, Cachoeira está preso desde fevereiro

O contraventor já teve um pedido de liberdade negado pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Se não conseguirem convencer o STJ a soltar o empresário, os advogados poderão ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Os advogados de Cachoeira também pediram à Justiça sua remoção do presídio federal localizado em Moçoró, no Rio Grande do Norte, sob o argumento de que o preso não deveria ser submetido aos rigores do sistema federal, com diversas restrições que não são aplicadas em outros presídios. O pedido é para que Cachoeira seja transferido para alguma penitenciária mais próxima da família, que vive em Goiás.

A investigação feita pela Polícia Federal e os grampos autorizados pela Justiça apontaram o envolvimento do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o esquema chefiado por Cachoeira. O senador se desfiliou do DEM para evitar um processo de expulsão e pode ser cassado por quebra de decoro parlamentar . Dados do processo ainda levantam suspeitas contra outros políticos de Goiás.

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No STF já tramita um inquérito para apurar o suposto envolvimento de Demóstenes com Cachoeira. No final de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou a quebra do sigilo bancário de Demóstenes Torres. Ele também pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que remeta a relação de emendas ao Orçamento apresentadas pelo congressista.

O Congresso também deve criar uma CPI para investigar a relação de Cachoeira com outro políticos. 

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